sexta-feira, 7 de julho de 2017

Você sabia? Mercado de Trabalho em Blumenau: grau de instrução e gênero

Conforme dados disponibilizados pela RAIS-MTE, entre 2014 e 2015 houve um saldo total de -4.421 vínculos empregatícios (-3,2%) no município de Blumenau. Ao analisar os dados por grau de instrução, conforme apresentado na Tabela 1, verifica-se que somente o grupo de trabalhadores com Ensino Superior Completo não obteve uma redução no número de vínculos (aumento total de 1.086, equivalente a uma variação de 4,3% em relação a 2014). A maior redução de vínculos em termos absolutos se deu no grupo Médio Completo (-1.519), já em termos relativos, a maior redução total foi no grupo Até 5º Ano Incompleto (-12,6%).


Ainda na Tabela 1, observa-se, em relação ao gênero, que os homens tiveram a maior redução de vínculos (-3.083, equivalente a -4,2%) e o saldo no sexo feminino foi de -1.338 vínculos, correspondente a -2,1%.  No entanto por grau de instrução com nível superior houve saldo positivo de 792 contratações para mulheres contra 294 para homens, No total de 1.086 contratações, as mulheres representam 72,9% (792), enquanto os homens apenas 27,1% (294).
                         


Em relação à remuneração média dos vínculos por sexo e grau de instrução, de acordo com a Tabela 2, observa-se grande disparidade salarial entre homens e mulheres. Em todos os graus de instrução nos três anos (2005, 2010 e 2015), os homens têm salário médio superior às mulheres. Cabe destacar também, conforme esperado, graus maiores de instrução (tanto para homens quanto para mulheres) estão associados à maiores salários médios.
    

Por fim, na Tabela 3, percebe-se que, apesar da grande disparidade salarial existente entre homens e mulheres, há uma tendência de diminuição dessa desigualdade com o passar do tempo. Em relação ao número total de trabalhadores, em 2005 a diferença salarial era 36,6% em favor dos homens; em 2010 era de 31,8%; e em 2015 essa diferença caiu para 24,9%. Tomando-se por base esses anos é possível mensurar que a desigualdade salarial reduz cerca de 0,89% a.a. Nesse ritmo, estima-se que a plena igualdade salarial entre os sexos seria atingida em 2040.


Por grau de instrução, a menor desigualdade salarial em 2015 é no Médio Completo, com 30,1%, ao passo em que em 2010 e 2005 era no Médio Incompleto (33,1% e 35,0%, respectivamente). Contudo, a maior redução na diferença salarial de 2005 a 2015 ocorreu no grau de instrução Superior Incompleto (-21,7 p.p.) e Superior Completo (-16,2 p.p.).


Fonte: Elaboração projeto SIGAD Furb,  furb.br/sigad


Reaproveitamento de carretéis de energia elétrica promove a preservação de 7,5 mil árvores



Um projeto da Coelba, concessionária de energia da Bahia, reutiliza os carretéis de madeira que comportam condutores e cabos usados na distribuição de energia elétrica. Funciona assim: depois de serem utilizados, os carretéis são devolvidos para os centros de distribuição, desmontados e embalados. Em seguida, são enviados aos fornecedores iniciais, que reutilizam essas bobinas.

De 2009 a maio de 2017, a Coelba informa que devolveu para reutilização 22,5 mil carretéis de madeira. Isto significa que, neste período, cerca de 7,5 mil árvores de pinus foram preservadas.

Batizado de Logisverde, o projeto é um exemplo de logística reversa, quando embalagens e materiais retornam para o início da cadeia produtiva. Como prática de sustentabilidade, contribui para a preservação ambiental, por reduzir o uso de recursos naturais e a geração de resíduos de madeira, além de incentivar o reaproveitamento do material.


Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Pnud premia organizações indígenas por projetos de sustentabilidade comunitária

Treze comunidades tradicionais e indígenas premiadas foram da África, Ásia e América Latina
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Associação Ashaninka do Rio Amônia – Apiwtxa (termo indígena que significa união) foi criada em 1991 e está sediada em Cruzeiro do Sul (AC). Para proteger a terra indígena Ashaninka, localizada em Marechal Thaumaturgo (AC), e promover o desenvolvimento sustentável da comunidade, a entidade passou a empregar tecnologia de mapeamento territorial em 3D para demarcar os limites da reserva. Além disso, criou um plano de gestão da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, que abrange cerca de 87 mil hectares (um hectare corresponde, aproximadamente, às medidas de um campo de futebol oficial) e abriga a cerca de 800 pessoas, segundo a própria associação.

De acordo com a comissão organizadora do Prêmio Equatorial, a associação criou um centro educacional que promove práticas agroflorestais sustentáveis e intercâmbio entre comunidades Ashaninka do Brasil e Peru, bem como com outros grupos indígenas e não-indígenas e centros educacionais da região. “Através de suas diversas iniciativas, a Apiwtxa desenvolveu uma estratégia coesa para defender as terras indígenas e melhorar os meios de subsistência da comunidade”, informa o Pnud, na página do evento.

A outra organização indígena brasileira premiada é a Associação Terra Indígena Xingu, cujo trabalho proporcionou que diversas comunidades produzam, conjunta e anualmente, cerca de duas toneladas de mel orgânico certificado. Fundada em 2004, a entidade conta, há anos, com a parceria do Instituto Socioambiental (ISA) no projeto que envolve cerca de 100 apicultores de 39 aldeias dos povos Kawaiwete, Yudja, Kisêdjê e Ikpeng.

De acordo com o Pnud, a renda obtida com a venda do mel orgânico contribui para “a manutenção de uma cultura indígena vibrante e para promover meio de vida sustentável tradicional às comunidades que vivem nos cerca de 27 mil km² da Terra Indígena Xingu.

Segundo o Pnud, a Atix é a primeira associação indígena do Brasil a obter, em 2015, licença do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para atuar como entidade certificadora de produtos orgânicos produzidos comunitariamente. De acordo com o ISA, a obtenção do aval estatal foi a forma encontrada para driblar o alto custo e a burocracia dos sistemas de certificação auditados por empresas especializadas privadas.

Com isso, a Atix inaugurou o primeiro Sistema Participativo de Garantia (SPG) exclusivamente indígena do mundo, com normas que preveem a organização de uma estrutura de avaliação e verificação dos produtos pela própria comunidade, a fim certificá-lo conforme as regras da produção orgânica, fortalecendo o controle social e a transparência do processo. O que, segundo o ISA, “é uma importante política pública de acesso dos pequenos produtores à certificação orgânica”.

As outras 13 comunidades tradicionais e indígenas premiadas são da África, Ásia e América Latina. Foram premiadas duas entidades da Indonésia; duas do Quênia; além de organizações de Belize; Equador; Guatemala; Honduras; Índia; Cazaquistão; Mali; Paquistão e Tailândia. Cada entidade receberá US$ 10 mil. Um representante de cada projeto selecionado viajará a Nova Iorque para participar da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Ao destacar as iniciativas de todos os cantos do mundo, esperamos que outras pessoas se inspirem em seus exemplos. Sua dedicação e compromisso mostra o que é possível, quando as comunidades se unem para proteger a natureza, geri-la de forma sustentável, para o benefício de todos “, disse o administrador do Pnud, Achim Steiner, explicando que a seleção dos projetos leva em conta o potencial das propostas serem replicadas por outras comunidades.

Fonte: http://istoe.com.br

Reunião do grupo Patrimônio Cultural, Memoria Identidade e Desenvolvimento Regional

Projeto Coordenado pela prof Marilda Checcucci, se reuniu na quarta-feira 21 de junho, aonde foi discutido o texto de quando a casa vira rua, de: Arno Vogel. e a profundaram o conhecimento sobre as formas de apropriação de espaços urbanos de uso coletivos para entender melhor os processos de desenvolvimento da cidade.



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Mulheres receberam 23,6% menos que os homens em 2015, aponta IBGE

Mulheres receberam 23,6% menos que os homens em 2015, aponta IBGE - Imagem de Arquivo/Agência Brasil
As trabalhadoras brasileiras ganhavam, em 2015, 23,6% menos que os trabalhadores. Dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) revelam que, considerando o universo de pessoas ocupadas assalariadas, os homens receberam em média R$2.708,22 e as mulheres R$2.191,59. O levantamento foi divulgado hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2015, o país tinha 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas que empregavam 53,3 milhões de pessoas, sendo 46,6 milhões (87%) assalariados e 7 milhões (13%) sócias ou proprietárias. Do total de assalariados, 56% eram homens e 44% mulheres. Em relação a 2014, o número de assalariados recuou 3,6%, sendo a queda entre os homens de 4,5% e entre as mulheres de 2,4%.

Em cinco anos, entre 2010 e 2015, o percentual de mulheres ocupadas assalariadas aumentou 1,9 ponto percentual. A maior participação feminina nesse período estava na administração pública e nas entidades sem fins lucrativos. Neste último ambiente, por exemplo, a participação das mulheres passou de 53,3% para 55,8% e a dos homens caiu de 46,7% par 44,2%, no período.

Os dados do Cempre revelam ainda que, nas entidades empresariais, embora os homens sejam maioria, a diferença entre o número de pessoal ocupado do sexo masculino e feminino vem caindo de 2010 para cá. No período, a diferença diminuiu 5,2 pontos percentuais.

Escolaridade

Em 2015, 79,6% do pessoal ocupado assalariado não tinham nível superior e 20,4% tinham. O número de empregados com nível superior cresceu 0,4%, enquanto o pessoal sem nível superior recuou 4,5%, em relação a 2014. Logo, a participação relativa do pessoal com nível superior aumentou 0,8 ponto percentual.

A pesquisa mostra também que, entre 2010 e 2015, apesar da predominância de trabalhadores sem nível superior, houve acréscimo de 3,8 pontos percentuais no número de empregados com nível superior, que era de 16,6% em 2010.

Em 2015, o salário dos trabalhadores com nível superior era, em média, de R$5.349,89 e o dos empregados sem nível superior, R$1.745,62, uma diferença de 206,5%. Na comparação com 2014, o salário médio mensal teve queda real de 3,2%, sendo que para as mulheres esse declínio foi de 2,3% e para os homens de 3,5%. A queda no rendimento médio foi maior entre os trabalhadores sem nível superior (4,3%) do que entre os empregados com nível superior (3,8%).

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

A Instrumentalização da Natureza e o Desenvolvimento Sustentável

A INSTRUMENTALIZAÇÃO DA NATUREZA E O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Bruna dos Santos Bolda

De acordo com Max Weber, a sociedade ocidental moderna vem passando por um processo de racionalização. Esse processo diz respeito à generalização da ação social com relação à fins, entre outros tipos de ação social. Isso é, os agentes sociais conferem significado, subjetivamente, às suas ações levando em consideração o comportamento de outros agentes e objetivando um alcançar fins específico.  Há autores, como Habermas, que afirmam que a ação que movimenta a sociedade moderna não só objetiva fins específicos, mas também usa de determinados meios para alcançar esses fins. Essa forma de engendrar a ação é o que se chama de racionalidade instrumental. 

Essa racionalidade está intimamente ligada ao uso desenfreado da natureza e à exploração massiva dos seres vivos não humanos. Isso porque a racionalidade instrumental possui duplo aspecto: (1) resume a ação à estratégia e ao utilitarismo e (2) desmistifica as relações sociais e valorativas. Nesse contexto, a natureza é “coisificada” e se torna um meio/uma coisa/um instrumento para alcançar objetivos.  Vale ressaltar que o Estado e as grandes empresas desempenham influência considerável sobre a concepção valorativa dos indivíduos. Esses atores normatizam/legalizam praticas instrumentais para com a natureza – como, por exemplo, a criação e abate em larga escala de bois e porcos na Região Oeste de Santa Catarina. 

Nesse contexto, o Desenvolvimento Sustentável é uma proposta de ressignificação da racionalidade instrumental. Ele procura equilibrar o uso dos recursos na Terra a fim de que a atual e as futuras gerações supram, suficientemente, suas necessidades. Esse conceito [Desenvolvimento Sustentável] foi construído após a década de 1960 no ensejo de propor um modelo de desenvolvimento alternativo ao modelo então hegemônico. Três eventos internacionais são considerados marcos dessa discussão: a Conferência das Nações Unidas em Estocolmo (1972), o Relatório Brundtland (1987) e a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro (1992). 

A noção de Desenvolvimento Sustentável supracitada é uma forma de subverter a lógica do desenvolvimento comum por meio de ações sociais re-orientadas ou re-significadas individual e socialmente. Pragmaticamente, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) – programa do qual o Brasil faz parte – indicam algumas possibilidades de caminhos e de ação. 


REFERÊNCIAS

HABERMAS, Jürgen. Teoria do agir comunicativo. São Paulo: Martins Fontes, 2012. 

HORKHEIMER, Max. Eclipse da razão. São Paulo: Centauro, 2003.

SELL, Carlos Eduardo. Racionalidade e Racionalização em Max Weber. Revista Brasileira de Ciências Sociais, vol. 27, p. 153-233, nº 79, junho de 2012.

______. Max Weber e a racionalização da vida. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2015.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Grupo Assessor da ONU Brasil sobre a Agenda 2030 lança “Documentos Temáticos” sobre os ODS

Documentos temáticas servirão de subsídios à Comissão Nacional para os ODS. Foto: Guilherme Larsen/PNUD Brasil.
Grupo Assessor da ONU no Brasil sobre a Agenda 2030 lançou a publicação “Documentos Temáticos” (issue papers), no último dia 29, durante a cerimônia de posse da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A publicação apresenta temas e dados que o Sistema ONU no Brasil considera relevantes no âmbito do processo de implementação dos ODS 1 (Erradicação da pobreza), ODS 2 (Fome zero e agricultura sustentável), ODS 3 (Saúde e bem-estar), ODS 5 (Igualdade de gênero), ODS 9 (Indústria, inovação e infraestrutura) e ODS 14 (Vida na água).

Na publicação, organismos da ONU que atuam diretamente com a implementação dos ODS analisados contribuíram com conceitos sobre os temas, dados e fatos no âmbito nacional e também apontaram desafios e oportunidades para o alcance das metas da Agenda 2030. Participaram da publicação os seguintes organismos da ONU no país: FAO, PMA, PNUD, ONU Meio Ambiente, ONU Mulheres, OPAS/OMS, UNAIDS, UNESCO, UNFPA, UNIDO, UNICEF e UNOPS.

“As Nações Unidas no Brasil esperam que o exercício consubstanciado por estes documentos temáticos sejam úteis para a construção de agendas propositivas e comprometidas com a implementação da Agenda 2030 em âmbito nacional e subnacional. O Brasil está no caminho da busca pelo desenvolvimento sustentável e a ONU continua apoiando a implementação dos ODS em todo o país, em todos os setores”, disse o coordenador-residente do Sistema ONU no Brasil e representante-residente do PNUD no país, Niky Fabiancic.

A publicação foi apresentada à Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no momento preparatório para o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá entre os dias 10 e 19 de julho, na sede das Nações Unidas, em Nova York. Na ocasião, o Brasil apresentará o I Relatório Nacional Voluntário sobre os ODS . O Fórum terá como tema central “Erradicar a pobreza e promover a prosperidade em um mundo em mudança”.

Na avaliação do co-presidente do Grupo Assessor da ONU para a Agenda 2030 no Brasil e assessor sênior do PNUD, Haroldo Machado Filho, “a publicação tem a pretensão de servir como subsídio à Comissão Nacional para as discussões temáticas correspondentes na fase preparatória para o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável de 2017, assim como em outras oportunidades futuras”.

Grupo Assessor

Em exercício desde 2014, o Grupo Assessor da ONU para a Agenda 2030 no Brasil é composto por 18 organismos do Sistema ONU: PNUD (inclusive por meio do IPC-IG), CEPAL, FAO, ONU-Habitat, ONU Meio Ambiente, ONU Mulheres, OPAS/OMS, OIT, PMA, UNAIDS, UNESCO, UNFPA, UNICEF, UNIDO, UNISDR-CEERD, UNODC, UNOPS E UNV, e conta, ainda, com a participação de membros do Governo Federal.

Confira aqui a publicação do livro.


Fonte: http://www.br.undp.org

Cidades inteligentes e inovadoras: a proposta de um framework

Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional


A Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional [RBDR], de periodicidade quadrimestral, passou a ser editada a partir do outono de 2013 pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional [PPGDR], da Universidade Regional de Blumenau [FURB]. 

Confira um dos artigos:

Cidades inteligentes e inovadoras: a proposta de um framework

Samuel Façanha Câmara, Hermano José Batista Carvalho, Francisco Roberto Pinto, Nilo Alves Junior, Lucas Lopes Ferreira Souza

Resumo


Este artigo tem o objetivo de propor um framework de desenvolvimento de cidades (inteligentes) inovadoras para regiões em desenvolvimento. O trabalho descreve o desenho desta proposta de framework por meio da análise das características das cidades da região Nordeste do Brasil, caracterizando um espaço em amplo desenvolvimento e que possui, em seus contextos, diferenciais importantes que precisam ser analisados para a implementação de uma cidade inteligente. Para tal fim, foi necessário fazer um levantamento das características das cidades nordestinas e suas particularidades locais; também foram realizadas entrevistas com pesquisadores e estudiosos de smart cities já desenvolvidas em países da Europa, como Finlândia, Holanda, Espanha e Portugal; e, por fim, foi realizado um levantamento teórico sobre o que vem sendo estudado sobre o assunto. O framework elaborado demonstra que é possível desenhar um modelo evolucionário com base no aprendizado e no empoderamento da população, com impactos sobre a competitividade dessas regiões, o desempenho de suas organizações e a melhoria na qualidade de vida de seus cidadãos.
Código JEL | O18; R11; D63.

Palavras-chave


Cidades inovadoras; cidades inteligentes; desenvolvimento regional; Nordeste.

Texto completo:

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Encontro Acadêmico sobre Gestão Empresarial e Sustentabilidade


A FURB vai sediar no próximo dia 6 de julho um Encontro Acadêmico sobre Gestão Empresarial e Sustentabilidade, entre 19h e 21h45min., no auditório do bloco T (campus 1). A promoção é dos programas de pós-graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) e em Engenharia Ambiental (PPGEA). Na ocasião também será lançado o livro "Gestão empresarial e sustentabilidade", da Editora Manole, com 25% de desconto para os participantes credenciados. Inscrições aqui.

Segundo o professor Dr. Carlos Alberto Cioce Sampaio (PPGDR), diante do cenário contemporâneo, “uma nova relação capital-trabalho-sociedade vem se impondo, por um lado associada às pressões por maior responsabilidade social corporativa, e por outro, às dinâmicas relacionadas à questão ambiental, considerando suas várias interfaces, os eventos socioeconômicos e socioambientais e transformações decorrentes de fenômenos como mudanças climáticas”.

Esse cenário, afirma o pesquisador, coloca a necessidade de serem repensados processos de gestão empresarial que levem em consideração princípios do desenvolvimento sustentável.
-- Para melhor compreender esta temática em sua complexidade e inteirar-se de desafios que os mundos empresarial e acadêmico têm pela frente, no sentido de não apenas entender um novo ambiente empresarial, mas repensar racionalidades na tomada de decisão, discutir alternativas de inovação, soluções e boas práticas, torna-se necessário refletir sobre modelos de gestão empresarial com base em nova racionalidade, onde a sustentabilidade seja base para inovação”, afirma Sampaio.

O objetivo é, portanto, reunir experiências e promover diálogos sobre conceitos, metodologias, desafios e perspectivas relacionados à gestão de empresas voltada para princípios da sustentabilidade.

Considerando o papel das Universidades como agentes do desenvolvimento da Ciência, Tecnologia & Inovação no país, bem como a necessidade de contínua e permanentemente integração de esforços e ampliação de espaços de interação universidade-empresa-sociedade-governo, espera-se como resultado das apresentações e debates, segundo Sampaio, "construir propostas, sugestões e encaminhamentos voltados para uma nova concepção de gestão empresarial que esteja mais conectada com a sustentabilidade do desenvolvimento de maneira a garantir melhoria da qualidade de vida da sociedade brasileira".

PROGRAMA

19h00-19h30 Credenciamento

19h30-19h50 Abertura

João Natel P. Machado, Reitor/FURB; Alexander Vibrans, Pró-Reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão/FURB; Dirceu L. Severo, Coordenador do PPG em Engenharia Ambiental/FURB; Marcos Mattedi, Coordenador do PPG em Desenvolvimento Regional/FURB; Gerson Tontini, Coordenador do PPG em Administração/FURB; Arlindo Philippi Jr, Editor Coleção Ambiental/Editora Manole e IEA/FSP/USP.

19h50–20h30
Mesa Redonda 1 (10m cada participante) Oklinger Mantovaneli Jr, PPGDR/FURB  - Talita Cristina Zechner Lenz, UFSC -  Thaise Guzzatti, UFSC
Mediador: Carlos Alberto Cioce Sampaio, PPGDR/FURB e CACiAmb/CAPES (10m para perguntas/respostas)

20h30–21h10
Mesa Redonda 2 (10m cada participante) Carlos Alberto Cioce Sampaio, PPGDR/FURB e CACiAmb/CAPES Luciano Florit, FURB  - Valdir Fernandes, PROPPG/UTFPR
Mediador: Oklinger Mantovaneli Jr, PPGDR/FURB (10m para perguntas/respostas)

21h10-21h30
Palestra: Desafios e perspectivas de sustentabilidade na gestão empresarial Arlindo Philippi Jr, Editora Manole e IEA/FSP/USP

21h30 Lançamento do Livro Gestão Empresarial e Sustentabilidade: Arlindo Philippi Jr, Carlos A C Sampaio e Valdir Fernandes

21h45 Encerramento

Fonte: http://www.furb.br

Agências da ONU lançam programa de trabalho para orientar países a cumprir metas de nutrição

Países que aprovaram a resolução da Assembleia Geral da ONU sobre a  Década de Ação pela Nutrição – lembrada de 2016 a 2025 – podem consultar um programa de trabalho com recomendações sobre metas globais de combate à fome e à má nutrição. Publicação foi elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).


O objetivo do documento é levar países a traduzir compromissos assumidos junto à ONU – como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e as metas aprovadas pela II Conferência Internacional de Nutrição (CIN-2) – em iniciativas concretas.

O programa de trabalho define seis áreas principais de atuação: sistemas alimentares resilientes e sustentáveis para dietas saudáveis; sistemas de saúde com cobertura universal de ações essenciais em nutrição; proteção social e educação em nutrição; comércio e investimentos para melhorar a nutrição; ambientes saudáveis e de apoio à nutrição em todas as idades; e governança fortalecida e prestação de contas para a nutrição.

Outro ponto central da publicação é a recomendação de que países adotem, para o prazo da Década, os chamados objetivos SMART — sigla em inglês para “específicos, mensuráveis, atingíveis, relevantes e com prazo”.

Em maio, o Brasil se tornou o primeiro Estado-membro a definir que metas almeja alcançar no marco do decênio. A nação se comprometeu a deter o crescimento da obesidade entre adultos, reduzir o consumo regular de bebidas adoçadas com açúcar em pelo menos 30% no mesmo grupo etário e ampliar, em no mínimo 17,8%, a proporção de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente. O prazo para o cumprimento dos objetivos é mais curto – 2019.

O programa de trabalho aborda ainda a criação de Redes de Ação entre países para o enfrentamento de problemas específicos de nutrição. As redes podem ser formadas nos níveis regional ou global a partir da solicitação de um ou mais Estados. Podem promover encontros, apresentar iniciativas conjuntas e envolver sociedade civil, setor privado – assegurada a ausência de conflito de interesses – e academia.

Os países que já tenham apresentado compromissos específicos para a Década e que apoiem ativamente outras nações por meio das Redes serão reconhecidos como “Nutrition Decade Champions”. O programa de trabalho conta com uma lista de sugestões de temas para a criação das Redes.

Fonte: https://nacoesunidas.org

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Você Sabia? Os principais indicadores econômicos da cidade de Blumenau

Confira estes e mais dados no site do Sigad: furb.br/sigad


Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional abre inscrições em 1º de junho

Iniciativa contempla seis categorias de projetos e estudos que estimulem desenvolvimento de municípios e regiões

Foto: Sergio Amaral/MDSA
Objetivo é fomentar e divulgar estratégias que levem em conta potencialidades de cada lugar

As inscrições para o Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional abrem nesta quarta-feira (1º) e vão até 31 de julho. A iniciativa contempla projetos e estudos que estimulem o desenvolvimento de municípios e de regiões.

Este ano, o prêmio entra na quarta edição e homenageia o geógrafo brasileiro Milton Santos, considerado por muitos como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo.

As inscrições deve ser feitas no  site do Ministério da Integração, que promove o prêmio. Esta edição conta com a inclusão de categorias específicas para a Amazônia, o Nordeste (semiárido) e Centro-Oeste (faixa de fronteira).

No total, são seis categorias: Produção do Conhecimento Acadêmico; Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional; Projetos Inovadores para Implantação no Território; Amazônia – Tecnologia e Inovações para o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA); Centro-Oeste – Desenvolvimento para a Faixa de Fronteira; Nordeste – Inovação e Sustentabilidade. Os primeiros e segundos colocados em cada categoria receberão R$ 15 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

O objetivo do prêmio é fomentar, discutir e divulgar estratégias que contribuam para o desenvolvimento regional em todo o País, levando em conta as potencialidades e a realidade de cada lugar.

"São reflexões e propostas que poderão ser incorporadas à Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Afinal de contas, o dinamismo de nossa sociedade nos compele sempre a mudar em busca de melhores condições de vida para a população, sobretudo em regiões mais carentes", afirma o secretário de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração, Marlon Cambraia.

Mais participação

O número de inscritos no Prêmio Celso Furtado cresce a cada edição e a expectativa é que as categorias regionais ampliem ainda mais a participação do público. Na primeira, realizada em 2010, foram 500 inscritos. Em 2012, o número cresceu para 700 e, na última edição, em 2014, foram mais de 880 trabalhos.

Fonte: Portal Brasil, com informações do  Ministério da Integração

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Como a comunicação efetiva pode influenciar na produtividade da equipe

Foto: Google Imagem

Carreira e como potencializar o desempenho dos profissionais vêm sendo pauta frequente, nos últimos anos, dentro das corporações. O aprimoramento é um processo que cada vez mais é exigido pelas empresas, sendo fator crucial para o crescimento e influência profissional. E, para tal, a comunicação é a via de acesso mais fácil e efetiva para alcançar o desenvolvimento e o sucesso nos negócios.

A comunicação efetiva é uma habilidade extremamente necessária a todo ser humano para garantir que ele não seja apenas ouvido, mas entendido. É fundamental valorizar o poder desta ferramenta e utilizá-la como uma ponte de conexão entre suas ideias e o mundo a sua volta, bem como, as pessoas que nele habitam.

Para o profissional, a competência da comunicação efetiva é ainda mais relevante, tendo em vista que todas as suas ações no ambiente corporativo passam, antes de qualquer coisa, por meio do discurso, seja por um e-mail, texto, reunião, ou até mesmo em uma conversa informal durante o café. A comunicação é a base na qual todo profissional se afirma como agente replicador de conhecimento técnico ou reflexivo.

Quando falamos de resultados da empresa, a expectativa é que sempre sejam positivos e que indiquem crescimento, faz parte do processo de evolução de qualquer corporação. No entanto, para que os objetivos sejam alcançados, é preciso que todos os critérios e valores da empresa estejam definidos e entendidos claramente por todos os colaboradores. E como essa informação chegará até eles? A comunicação é a resposta. É por isso que ela é o carro-chefe dos planos de ação de negócios de qualquer nível corporativo.

A comunicação eficaz compreende sete dimensões - intrapessoal, interpessoal, vocal, corporal, técnica, intelectual, espiritual - e o profissional deve estar consciente disso, para a boa utilização e aproveitamento nas relações corporativas ou, até mesmo, na vida pessoal.

O objetivo da efetividade em se comunicar é atingir um nível gerencial do discurso, no qual as decisões e informações são elaboradas de forma consistente e clara, pesando autonomia e autoridade, não como um modo de poder, mas sim como uma via de responsabilidade pela função ocupada, bem como, na importância social das decisões e ideias expostas.

Essa expertise aliada à empresa como agente de desenvolvimento fornece trabalhos mais claros e definidos, o que corrobora para resultados positivos e um caminho de desenvolvimento continuado. A comunicação é habilidade preciosa para o mundo corporativo e desenvolve não somente profissionais, mas capacita pessoas que sabem se relacionar de forma plena, que se preocupam com as demandas a longo prazo, dando foco em resultados positivos e no desenvolvimento crescente da empresa como um todo.


Fonte: http://www.administradores.com.br

As possibilidades do turismo arqueológico enquanto estratégia para a promoção do desenvolvimento sustentável nos municípios de Garopaba, Imaruí e Imbituba (SC)


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Corte de ajuda ambiental da Noruega vai impactar vidas humanas

Hão de dizer que os brasileiros já estão vivendo tempos tão amargos por causa das crises política, econômica, institucional, que não vão se mexer na cadeira diante da questão ambiental. Hão de dizer que o fato de a Noruega  ter decidido diminuir pela metade uma ajuda que dá ao Brasil para manter a Floresta Amazônica em pé não vai mudar em nada a vida do cidadão comum. E que, no fim das contas, os noruegueses que cuidem lá de suas terras e deixem as nossas em paz.

Mas, não. A crise ambiental é mais uma e não pode ser desprezada. No mínimo, porque põe o Brasil num lugar extremamente desconfortável diante da opinião internacional. Em entrevista ao correspondente Jamil Chade, do Estadão, o ministro do meio ambiente da Noruega, Vidal Helgeser disse, de maneira bem educada, que dar dinheiro a uma nação com tantos políticos corruptos pode ser complicado. Os noruegueses têm esse tipo de precaução, legítima,  com o destino que dão ao seu dinheiro.

“Não estabelecemos qualquer indicação de que nossos fundos foram impactados por corrupção. Mas isso é algo que estamos monitorando de forma consistente. Acho que nossos controles são bons o suficiente para lidar com essa situação”, disse ele.

Além disso, o político escandinavo reiterou que “precisamos prestar contas ao nosso parlamento e ao nosso povo”. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Foi em 2015, durante a famosa COP-21, quando foi conseguido o Acordo Climático histórico para o mundo, que a Noruega e a Alemanha assinaram um termo prorrogando o Fundo Amazônia, o tal mecanismo de financiamento de preservação à floresta que hoje está sendo reduzido. Criado em 2008, trata-se de um mecanismo com o qual países que evitem emissões de gases de efeito estufa por desmatamento recebem recompensas de países desenvolvidos por fazê-lo. Países que dão a contribuição financeira se tornam elegíveis para abater de sua própria conta de emissões o carbono que ficou armazenado na floresta protegida.

Mas as coisas passaram a não andar como era necessário para manter o acordo, e é importante ouvir a voz de especialistas a esse respeito. No site da revista eletrônica Ecodebate há um estudo de Michel Cantagalo, autor de uma tese de doutorado sobre o tema pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Piracicaba que, em resumo, mostra o seguinte: “As políticas ambientais pensadas para a Amazônia são paliativas e as políticas de cunho desenvolvimentistas favorecem mais aos grupos econômicos externos à região do que aos amazônidas”. Total desacordo, portanto, com projetos para deixar a floresta em pé.

Há também denúncias de omissão, por parte do estado, que não consegue combater de maneira eficaz os crimes cometidos contra o meio ambiente. Volta e meia se tem notícias de povos que vivem à beira da floresta e dão conta disso. Uma informação publicada há dez dias no site do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) pode ser um exemplo. No Maranhão, há uma aldeia chamada Pyhcop Catiji Gavião, cujos índios lutam ferrenhamente contra madeireiros ilegais. Desde o dia 13, porém, o clima na região se tornou ainda mais tenso porque os indígenas decidiram bloquear uma estrada que os madeireiros haviam feito para escoar o produto do roubo. Em represália, os madeireiros passaram a se concentrar e ameaçam invadir a aldeia.

"As mulheres e as crianças estão deixando a aldeia, indo pra outras. Estamos nós aqui prontos pra resistir, mas não queremos violência e já comunicamos as autoridades competentes que até o momento não enviaram a força policial para não permitir invasão. Sabemos que eles são bem armados", declara Cyycy Gavião. O indígena explica que os Gavião têm feitos apreensões constantes de madeira, por conta própria, porque o governo federal não toma providências. O revide dos madeireiros, portanto, acontece na habitual impunidade a este tipo de crime contra o patrimônio”, diz o texto da notícia.

Não dá para criticar, portanto, a atitude da Noruega. E é importante dizer que tirar o apoio financeiro do Fundo Amazônia significa pôr em risco vários projetos que têm dado certo. Entre eles, o do Instituto Mamirauá, criado em 1999 que apoia e desenvolve pesquisas científicas sobre biodiversidade, manejo e conservação dos recursos naturais da Amazônia. Ficam também comprometidas as pesquisas sobre desmatamento organizadas pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), através das quais se sabe exatamente onde as árvores estão sendo cortadas ilegalmente.

Em 2015, o Fundo Amazônia tinha 80 projetos aprovados que se beneficiaram da colaboração financeira dada por Noruega e Alemanha e que, na época, girava em torno de R$ 1,2 bilhão. Muitos indígenas, quilombolas, populações ribeirinhas e extrativistas estão diretamente ligados a tais benefícios.

É disso que se trata. Como se sabe, a questão ambiental hoje não vem sozinha: arrasta com ela fatores socioeconômicos. Portanto, não se trata apenas da legítima  preocupação com a extinção das onças ou de espécies da flora. Também não se está falando só de rios mais secos, oceanos mais cheios, tufões e  tempestades. Há vidas humanas, e não são poucas, que serão diretamente impactadas quando a Noruega reduzir o dinheiro do Fundo Amazônia.

E isso deve entrar na conta de um governo que esteve prestes a assinar MPs que poderiam diminuir a área preservada da Amazônia e não o fez  acatando o pedido da top model famosa Gisele Bündchen. Nada contra Bündchen ter se sensibilizado com a questão, achei ótima a iniciartiva. Mas eu gostaria de acreditar que o presidente tivesse uma equipe de especialistas capaz de informá-lo sobre a gravidade do que ele estava prestes a fazer. E que ele acatasse as vozes dessa equipe.

Imaginem vocês se, diante de um cenário como esse, governantes de um país que tem como cidadãos pessoas que controlam seus passos, vão arriscar financiar projetos ambientais. É uma pena.


Fonte: http://g1.globo.com

Desenvolvimento Regional: Abertas inscrições para bolsas em pós-graduação

Tubarão

As inscrições para o curso de pós-graduação (lato sensu) em Desenvolvimento Regional, com bolsas de auxílio no valor de R$ 750,00 prosseguem até o próximo dia 10. São 75 bolsas distribuídas nas unidades de Laguna, Tubarão e Araranguá. O curso foi aprovado pela Unisul e a secretaria de Estado da Educação.

Os candidatos que forem selecionados receberão a bolsa Uniedu/Fumdes durante os 18 meses do curso. O valor custeia a mensalidade de R$ 486 e auxilia no transporte, aquisição de livros ou alimentação do estudante.

A pós-graduação em Desenvolvimento Regional tem início no dia 28 de julho, com aulas quinzenais, nas sextas-feiras, das 19h15min às 22h20min, e aos sábados, das 8 às 17 horas. Podem se candidatar ao curso os agentes públicos de políticas setoriais, profissionais da educação, trabalho e renda, do turismo, cultura, do meio ambiente e de gestão, professores da rede pública, profissionais liberais, representantes de organizações sociais e comunitárias, profissionais e empreendedores rurais e urbanos e demais interessados no desenvolvimento regional sustentável.

Em Tubarão, a pós-graduação é coordenada pela professora Ivana Marcomim; em Laguna, pelo professor Rodrigo de Freitas; e pela professora Araceli Farias de Oliveira Jacinto, em Araranguá. Além da inscrição obrigatória nos sites da Unisul e da Uniedu, os candidatos deverão entregar junto ao Saiac da Unisul as cópias da documentação exigida.


Fonte: https://www.notisul.com.br

segunda-feira, 26 de junho de 2017

11 dicas para economizar energia elétrica no inverno

Lâmpada LED dura em média 16 anos, cinco vezes mais que uma lâmpada fluorescente compacta

O inverno começou em 21 de junho no hemisfério Sul e, nas regiões em que a temperatura fica mais baixa, aumenta o consumo de energia elétrica em virtude do crescimento no uso de equipamentos como aquecedores de ambiente, secadores de cabelo e chuveiros elétricos. Quando cresce demais a demanda e as usinas hidrelétricas não dão conta de gerar energia suficiente, é preciso ativar as geradoras de energia termoelétricas, que consomem carvão, o que polui e emite gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. Além do impacto ambiental negativo, a ativação das termelétricas representa contas de luz mais caras, com a chamada “bandeira vermelha tarifária”, o que afeta diretamente o bolso do consumidor.

Para se ter ideia do quanto este aumento pode representar no longo prazo, se uma família conseguir economizar R$15 por mês na sua conta de luz e optar por investir esse mesmo valor em uma caderneta de poupança, com rendimento anual de 6%, terá acumulado mais de R$ 55 mil em 50 anos. Por exemplo, ao reduzir o banho de chuveiro elétrico de cada pessoa da casa em 3 minutos e deixar a televisão ligada duas horas a menos por dia, já é possível reduzir esses R$ 15 mensais na conta.

Para auxiliar as famílias a manter o consumo regular de suas residências - mesmo em dias frios - o Instituto Akatu, ONG que atua há 16 anos pelo consumo consciente, preparou algumas dicas para que a população evite o desperdício de energia elétrica no seu cotidiano, sem perder o seu conforto. As dicas valem para o ano todo, independente da estação, mas o inverno sempre exige uma atenção especial.

Dicas para ajudar a economizar energia:

1) No inverno, há menos horas de luz solar. Por isso, é preciso ter cuidado para não desperdiçar energia com a iluminação. Substitua as lâmpadas incandescentes e fluorescentes por lâmpadas de LED. Você sabia que uma LED dura em média 16 anos, cinco vezes mais que uma lâmpada fluorescente compacta? Isso significa que, em um período de 16 anos, será necessário trocar as lâmpadas de LED apenas uma vez, contra cinco trocas das lâmpadas fluorescentes.

2) Ao sair de um ambiente, não se esqueça de apagar a luz. É importante ressaltar que esta prática vai além da economia de energia, pois também aumenta a vida útil das lâmpadas.

3) O chuveiro elétrico costuma ser o maior consumidor de energia de uma casa. Por isso, apesar da tentação, evite banhos longos. Uma pequena mudança de comportamento faz a diferença: se cada um dos brasileiros diminuísse em apenas um minuto o seu tempo diário de banho no chuveiro elétrico, a energia economizada em um ano equivaleria a mais de 10 dias de operação da usina de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do Brasil, em sua geração máxima.

4) Não deixe a TV ligada à toa. Se todos os brasileiros desligarem uma TV uma hora por semana, a eletricidade economizada em um mês seria suficiente para abastecer o consumo de energia mensal das cidades de Votuporanga e Registro (SP), com seus quase 148 mil habitantes.

5) Desligue o computador quando ele não estiver em uso. Muita gente tem o hábito de deixar estes equipamentos de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, ou, simplesmente, por comodidade. A recomendação é desligar o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilização. O monitor deve ser desligado a partir de 15 minutos sem utilizar.

6) Evite abrir a porta da geladeira à toa, pois o ar quente entra e o motor do equipamento é obrigado a gastar mais energia para resfriá-la novamente. Na hora de colocar ou retirar os alimentos, faça tudo de uma só vez. E não guarde alimentos e recipientes quentes na geladeira, pois isso aumenta o consumo de energia.

7) Verifique se a borracha da porta da geladeira está em boas condições, pois ela isola o interior do refrigerador e evita maior consumo de eletricidade.

8) Acumule o máximo de peças possível para usar a máquina de lavar. Isso ajuda a economizar energia e água.

9) Se possível, pendure em cabides as camisetas, camisas e blusas para que elas sequem e desamassem naturalmente. Dependendo do tipo de tecido, a peça pode até dispensar o ferro de passar e ir direto ao guarda-roupa

10) Junte também o máximo de peças para passar de uma só vez. Antes de ligar o ferro, separe as roupas por tipo de tecido – alguns exigem temperatura mais alta, outros exigem temperatura mais baixa. Comece com as roupas que exigem temperatura mais baixa, depois aumente a temperatura e passe as roupas de algodão.

11) Ao comprar um eletrodoméstico, procure o selo Procel ou etiqueta do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que indicam os mais econômicos.

Implementação operacionalização e avaliação são temas de reunião sobre o PROESDE


A Secretaria de Estado da Educação (SED), recebeu nesta quinta-feira, 22, reunião do Comitê Gestor do Programa de Educação Superior para o Desenvolvimento Regional (PROESDE). O encontro, focado na implementação, operacionalização e avaliação do programa, reuniu representantes da SED em conjunto com UNIVALI, UNIDAVI, UNOESC, FURB e UnC.

O PROESDE tem como objetivo a concessão de bolsas de estudo para estudantes matriculados em Cursos de Licenciatura em áreas estratégicas sob a coordenação da SED.

Durante a reunião foram tratados de assuntos específicos do PROESDE Desenvolvimento e PROESDE Licenciatura com apresentação de dados e síntese do andamento dos cursos de extensão e suas produções. Também foi socializado o calendário com as datas dos Seminários Regionais que estão acontecendo nas regiões de oferta das Instituições de Educação Superior (IES).

Os encaminhamentos da reunião foram direcionados para discussão e debate nas IES sobre uma nova proposta que contemple o PROESDE Desenvolvimento e Licenciatura, e a partir do diagnóstico das discussões sobre o Ensino Médio nos seminários Regionais de junho, julho e agosto elaborar proposta de produto final para o PROESDE Licenciatura.


Sobre o PROESDE

O Programa de Educação Superior para o Desenvolvimento Regional (PROESDE Regional) é uma das ações do UNIEDU. Esta modalidade de bolsa consiste em um conjunto de atividades de ensino, pesquisa e extensão, voltados à formação do cidadão, capaz de intervir nas políticas públicas, mediante a articulação da atividade acadêmica com o desenvolvimento socioeconômico da região.

Fonte: http://www.sed.sc.gov.br

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Você Sabia? Empregos em Blumenau e demais municípios em mais de 30.000 habitantes

Blumenau teve o melhor saldo de empregos do mês de Maio na pesquisa dentre os municípios acima de 30.000 habitantes, com 503 empregos. O município de Gaspar ficou em 4º no ranking de geração de empregos com 166, seguida de Brusque com 155.

No saldo acumulado do ano (janeiro a maio), Blumenau e Brusque destacam-se com 2.552 e 1.726 empregos gerados, em primeiro lugar no estado configura o maior município, Joinville com 3.247 (porém no mês Maio o resultado foi negativo, com mais demissões do que contratações).


Santa Catarina em Maio teve um pequeno saldo positivo com apenas 96 empregos e saldo mais expressivo no acumulado do ano (janeiro a maio), com 16.810 empregos.

                        

MAIO/2017
NO ANO 
EM 12 MESES 




MUNICÍPIO
SALDO
SALDO
SALDO
BLUMENAU
503
2.552
-1.619
SAO JOSE
444
1.318
-1.302
MAFRA
226
698
348
GASPAR
166
1.070
817
BRUSQUE
155
1.726
290
RIO DO SUL
127
729
147
ITAJAI
124
1.338
-732
TIMBO
112
1.194
72
CAMPOS NOVOS
86
316
269
RIO NEGRINHO
84
206
-126
CHAPECO
71
1.384
-815
CURITIBANOS
58
329
228
CONCORDIA
57
568
-88
INDAIAL
57
549
-336
SAO FRANCISCO DO SUL
33
-103
91
NAVEGANTES
22
-81
-258
LAGUNA
1
-110
-135
VIDEIRA
1
543
-363
ITAPEMA
-10
-407
883
PORTO UNIAO
-12
67
-5
XANXERE
-12
328
278
ARARANGUA
-13
686
-68
JOINVILLE
-17
3.247
-248
CANOINHAS
-19
270
70
CACADOR
-28
178
203
CAMBORIU
-35
192
73
ICARA
-35
-62
-381
PALHOCA
-36
228
-508
SAO MIGUEL DO OESTE
-36
167
-112
BIGUACU
-38
-105
-199
TIJUCAS
-45
104
-39
IMBITUBA
-46
-103
-115
GUARAMIRIM
-58
396
43
JARAGUA DO SUL
-113
1.055
-1.687
LAGES
-124
796
-49
SAO BENTO DO SUL
-138
396
-334
CRICIUMA
-196
215
-1.499
FRAIBURGO
-203
95
184
BALNEARIO CAMBORIU
-265
-1.354
35
TUBARAO
-296
161
-1.182
FLORIANOPOLIS
-456
-3.966
-3.600
TOTAL
96
16.810
-11.769

Fonte: MTE - CAGED Lei nº 4.923/65.