sexta-feira, 26 de maio de 2017

Livro Novos Talentos PROCESSOS DE EDUCAÇÃO PARA O ECODESENVOLVIMENTO


A obra NOVOS TALENTOS: processos de educação para o ecodesenvolvimento, editada pelos professore Cristiane Mansur de Moraes Sousa , Carlos Alberto Cioce Sampaio, Liliane Cristine Schlemer Alcântara e Alan Ripoll, apresentam reflexões e práticas desenvolvidas por docentes, pesquisadores e extensionista que atuam em programa de pós-graduação enquadrados nos comitês de área do planejamento urbano e regional, das ciências ambientais e interdisciplinas.  

Dividido em três partes - "Fundamentos da educação para o ecodesenvolvimento", "Programas de extensão em educação para o ecodesenvolvimento" e " A experiencia do rio sagrado em educação para o ecodesenvolvimento" - o livro reforça o comprometimento da comunidade acadêmica com a inserção social da universidade no processo de geração e divulgação do conhecimento, nas áreas de maior demanda.

Este material é recomendado a professores, pesquisadores, estudante ativistas socioambientais, membros comunitários e simpatizantes da chamada educação para ecodesenvolvimento, que acreditam em uma mudança social por intermédio da educação ecossocioformadora.

Trata-se do "primeiro ato" do que se espera da trajetória completa do projeto Novos Talentos: processos de educação para o ecodesenvolvimento sendo este passo inicial, de carácter mais teórico, e o "segundo ato", de ordem mais prática, embora ambos sejam interdependentes. O segundo livro , por sua vez, trará um relato descritivo-avaliativo das experiências de educação para o ecodesenvolvimento realizadas a partir de escolas de educação básica, dando continuidade e aprofundamento a esta coletânea.



Este livro foi lançado ano passado pela 3º SEDRES, Quem quiser adquirir um exemplar  está disponível na EdiFurb e na secretaria do PPGDR.

O Programa Bolsa Família e os povos indígenas da Amazônia: inserção social precarizada?


Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional

Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional [RBDR], de periodicidade quadrimestral, passou a ser editada a partir do outono de 2013 pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional [PPGDR], da Universidade Regional de Blumenau [FURB].

Confira um dos artigos:

O Programa Bolsa Família e os povos indígenas da Amazônia: inserção social precarizada?

Joelma Ferreira Franzini, Elder Andrade de Paula


Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar, no contexto amazônico, o Programa Bolsa Família (PBF), junto aos povos indígenas do Acre. Procuramos indagar se as ações dessa política estão pautadas em um tipo de inserção social precarizada e assistencialista. Nessa perspectiva, consideramos as consequências dos deslocamentos atípicos desses povos para os núcleos urbanos para sacar os seus benefícios. A análise está referenciada nos dados de uma pesquisa para fins de Mestrado, concluído em 2016. Trata-se de um estudo baseado no método histórico-dialético. Como procedimentos metodológicos, realizamos uma revisão bibliográfica, o exame de fontes documentais, observação e entrevistas semiestruturadas. Priorizamos uma análise qualitativa. Nas conclusões mostramos que as repercussões dessa política tende a erodir a territorialidade desses povos, fomentando uma inserção precarizada, seja em seus próprios territórios e ou nas periferias urbanas.

Código JEL | I38; O18; R13.


Palavras-chave

Acre; inserção social precarizada; povos indígenas da Amazônia; Programa Bolsa Família.


Clique aqui  para acessar o artigo completo

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Tribunal do Espírito Santo (TJ-ES) aposta em campanha incomum para promover adoção de crianças mais velhas


Campanha "Esperando por você" quer estimular adoção tardia. Na foto, os irmãos Rian e Ícaro, de 11 e 10 anos Tribunal de Justiça do Espírito Santo/ Divulgação

Os irmãos capixabas Rian e Ícaro, de 11 e 10 anos, respectivamente, contam em um vídeo divulgado na internet que gostam de jogar bola, soltar pipa, andar de bicicleta e skate. Os meninos fazem parte de um grupo de 140 crianças e adolescentes acolhidos em abrigos que estão aptos para adoção no Espírito Santo. O número é pequeno diante do total de casais habilitados para adoção: 855 no estado. Nesta quinta-feira (25), é lembrado o Dia Nacional da Adoção.

A história de Rian e Ícaro é um retrato do descompasso dos números da adoção no Brasil. Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) apontam que existem 7.626 crianças e jovens disponíveis e 39.711 brasileiros interessados em adotar. Ao contrário de outros países, o sistema brasileiro permite que as famílias adotantes escolham o perfil da criança desejada. Segundo o levantamento, 80,82% buscam crianças de até 5 anos, enquanto menos de um quarto (24,6 %) das crianças aptas da adoção está nesta faixa etária.

Na tentativa de equilibrar esse cenário e reverter histórias de crianças maiores de 8 anos, aquelas com irmãos ou as que têm alguma condição especial de saúde, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) realiza a campanha “Esperando por você”. A medida busca estimular a adoção tardia e apresenta, por meio de vídeos e fotos, as crianças que aguardam uma família. Apesar de inicialmente parecer incomum, por expor a imagem das crianças, a campanha já colhe bons resultados.

"A gente ora pedindo uma família, para que possa dar tudo certo. E também espero que eu possa ser adotado, eu e meu irmão. Que uma pessoa boa possa vir nos pegar, nos levar, nos tratar com carinho. Que a gente possa respeitá-la, a casa dela. Não importa onde ela vai morar, pelo menos eu vou ter uma família", conta Ícaro em um dos vídeos da campanha.

Segundo o TJ-ES, todas as crianças concordaram em participar do projeto, e o uso de imagem foi autorizado pelos magistrados responsáveis, coordenadores dos abrigos e guardiões legais. A campanha foi inspirada em casos de sucessos semelhantes obtidos nos Estados Unidos, Russia, Bielorrússia.

Segundo o psicólogo da Corregedoria-Geral de Justiça do estado, Helerson Elias Silva, a ideia nasceu da necessidade do acolhimento de crianças que estão crescendo em abrigos sem pretensão de adoção. Segundo ele, que também é um dos coordenadores da campanha, a ação já tem apresentado retorno positivo.

“O que estamos colhendo é muito mais do que esperávamos. Um adolescente de 16 anos pediu para participar da campanha e nos disse: 'É uma chance que eu tenho, eu quero ter uma família'. Em uma semana já recebeu pretendente interessado”, conta.

A campanha do TJ-ES teve alcance nacional e, até o momento, recebeu mais de 200 e-mails de potenciais adotantes. Em um caso específico, há registro de 60 pessoas interessadas em apenas uma única criança.

“Essa criança [por meio dos processos legais] já buscou uma família em todos os cadastros e ninguém se interessou. A barreira acontece pelo preconceito, que vem da falta de conhecimento. Com a campanha, estamos levando essas crianças para ajudar a quebrar uma barreira inicial. Socialmente, tem essa coisa de que criança um pouco maior não vai obedecer. Mas elas estão tão ávidas para serem adotadas, vemos como elas colaboram. Essa criança pode completar uma família e dar muito amor. Estão prontas para adoção, enquanto a criança menor tem uma fila que demanda muito mais tempo”, explica Silva.

Adoção Tardia
Insegurança e medos são sentimentos frequentes entre os interessados em adotar quando o assunto é acolher uma criança acima de 2 anos. Segundo a psicóloga Sanmya Salomão, coordenadora do grupo de adoção tardia da Organização Não Governamental (ONG) Aconchego, em Brasília, desconstruir o tabu é a maior barreira.

“O mito de que a adoção de um bebê é facilitada por crescer dentro da família é muito grande. Nós temos que trabalhar com a ideia de filiação, que insere a aceitação mesmo daquela criança já vem com uma história”, afirma a psicóloga.

Na adoção tardia, a criança traz a bagagem de um período de desamparo. Ela não vivenciou situações imprescindíveis para seu desenvolvimento. Por isso, pode apresentar dificuldades de fala e cognitivas, resultado de privação afetiva, explica Sanmya Salomão.

“O que cabe a essa família é reconstruir com essa criança um caminho para o desenvolvimento mais pleno. Requer, por parte da criança, uma abertura para essa transformação. Os pais vêm com muitos tabus de que a criança pode ter um desvio de caráter, algum transtorno. Mas o mais difícil é o próprio tabu”.

O economista Flávio Santiago é pai adotivo de Maria*, de 7 anos. Após três meses de preparação, ele e a mulher adotaram a criança. Ele conta a ansiedade e alegria diárias de sair do trabalho e encontrar a filha, que o espera para brincar.

“O início foi muito difícil, de adaptação. A criança tinha que vencer o medo, todas as inexperiências que uma pessoa tem. Além de estar em uma casa diferente, uma outra família. E nós, do outro lado, também achando que seria tudo mil maravilhas. Não foi porque ela com 6 anos já veio com uma experiência de vida própria e nós também e precisamos fazer esse vínculo se encaixar”, disse.

Para ajudar na adaptação, os pais participam do grupo de apoio conduzido pela psicóloga Sanmya, que atende mais 30 famílias em reuniões mensais. “A primeira coisa é que a gente não pode idealizar o filho dos nossos sonhos, porque a gente acaba caindo no erro que até pais de filhos biológicos caem. No caso da adoção tardia, o primeiro ponto é respeitar a criança, que já vem com uma história de vida pronta. Não idealizar porque eles já têm um período de vida em que nós não estávamos presentes”, descreve Santiago.

Para o economista, o caminho da adoção tardia tem sido “gratificante”. “As pessoas têm que ter consciência que vão ter que se doar. É uma vida que está contigo agora. A satisfação que você tem de ver uma criança começar a ler, aprender a fazer contas, de se comportar como você ensina, a te tratar com carinho. A caminhada é muito difícil, mas a recompensa é ainda maior”.

Veja o Vídeo dos irmãos Rian e Ícaro https://www.youtube.com/watch?v=sMP1POcrXa4

Brasil e Alemanha firmam acordo para apoiar projetos em comunidades indígenas


Uma das propostas tem como objetivo fortalecer as instâncias de governança da Politica Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI)


A Fundação Nacional do Índio (Funai) está negociando acordos de cooperação técnica e financeira com a Alemanha. O presidente interino da instituição, Franklimberg Ribeiro de Freitas, diz que os acordos vão ao encontro dos interesses da Funai e poderão apoiar projetos em todas as comunidades indígenas do Brasil.

Um dos acordos tem como objetivo fortalecer as instâncias de governança da Politica Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI). Esse acordo deve ser estabelecido entre a Funai e a Agência Alemã de Cooperação Internacional – GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit).

A outra iniciativa trata de cooperação financeira com o Banco Alemão de Desenvolvimento – KfW Entwicklungsbank/BMZ, que apoiará projetos relacionados a outros eixos, como vigilância e fiscalização; proteção de índios isolados e de recente contato; apoio a cadeias produtivas, incluindo o desenvolvimento do Etnoturismo; recuperação de áreas degradadas, entre outros.

"Precisamos dar apoio aos nossos indígenas para que eles tenham melhores condições de vida, dentro daquilo que eles querem", afirmou o presidente, alertando que para cada grupo étnico deverão ser desenvolvidos projetos diferenciados, respeitando suas culturas, costumes e tradições.

Os acordos estão em tratativas finais junto à Agencia Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores.


Fonte: https://goo.gl/ZgD9f2 com informações da  Funai

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Alunos do PPGDR apresentam trabalho no XI Encontro de Economia Catarinense


Foi realizada nos dias 11 e 12 de maio a 11ª edição do Encontro de Economia Catarinense (EEC), tendo como sede a Universidade do Contestado (UnC), no município de Curitibanos. 
Durante os dois dias, o evento contou com mais de 100 trabalhos, distribuídos em dez áreas temáticas e apresentados em 22 mesas. O PPGDR/FURB foi representado pelos seguintes trabalhos:

AS INICIATIVAS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA PRESENTES EM SANTA CATARINA: ANÁLISE DA MICRORREGIÃO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ Cris Palma (UNIDAVI) Tatiane Viega Vargas (FURB/ UNIDAVI), Anielle Gonçalves de Oliveira (UNIDAVI)
PROGRAMAS GOVERNAMENTAIS E MANUTENÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR: O TERRITÓRIO RURAL DO ALTO VALE DO ITAJAÍ
Andrei Stock (FURB), Simone Caroline Piontkewicz (FURB)

NÚCLEOS DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DOS INSTITUTOS FEDERAIS: UMA TENTATIVA DE APROXIMAR PRODUTOR E USUÁRIO DO CONHECIMENTO Roni Francisco Pichetti (FURB), Ivo Marcos Theis (FURB)

Além desses, a FURB (Departamento de Economia e PPGCC/FURB, respectivamente) contou com outros dois trabalhos:

DETERMINANTES DA MORTALIDADE DE EMPRESAS EM SANTA CATARINA: O PAPEL DA INADIMPLÊNCIA Bruno Thiago Tomio (FURB), Johnny William Monteiro (FURB), Franklin Carlos Zummach (FURB)
EVIDENCIAÇÃO DE RISCOS E A RELAÇÃO COM A GOVERNANÇA CORPORATIVA EM CONCESSIONÁRIAS DE RODOVIAS BRASILEIRAS Claudiane Michaltchuk Granemann (UnC), Marcia Zanievicz da Silva (FURB), Dalana Fischer (FURB)


Para ter acesso a pagina do evento clique: https://goo.gl/ji4rBE



Processo seletivo do curso de Doutorado em Desenvolvimento Regional (FURB)


Inscrições: 01/06/2017 a 31/07/2017


Para mais informações acesse o link: https://goo.gl/MBKM5C