terça-feira, 24 de julho de 2012

Observatório do Desenvolvimento Regional vai até a ACIB em trabalho pelos ODMs

O Observatório do Desenvolvimento Regional do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR da FURB, esteve presente em visita à diretoria da Associação Empresarial de Blumenau - ACIB na noite do dia 23 de julho de 2012, evento noticiado também no portal da ACIB sob a manchete "A Diretoria da ACIB conhece os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio"

Nesta oportunidade foi feita, pelo pesquisador Reynaldo Monteiro Coimbra Neto, apresentação sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, seguido de instigante e denso debate sobre a temática que levou o Presidente Ronaldo Baumgarten Jr. a destacar sua satisfação pelo interesse de seu grupo.
Reynaldo Coimbra em sua apresentação na ACIB
Fotos: Cristiane Soethe 

O encontro mostrou a preocupação do corpo empresarial e representativo da classe, ali presente, com os conteúdos apresentados bem como com o melhor modo de atuarem em sintonia com este movimento global por uma agenda mínima de desenvolvimento sustentável a ser cumprida até 2015 pelo Brasil. 
À direita prof. Oklinger e ao fundo todo o staff da ACIB em debate acalorado sobre o tema.
Fotos: Cristiane Soethe 

Ao final do encontro foi apresentado o termo de adesão ao movimento Nós-Podemos-SC e o desejo de que este importante segmento da sociedade civil organizada passe a participar formalmente das ações do movimento Nós-Podemos Blumenau.
Esta ação do Observatório é parte do projeto de extensão da Universidade Regional de Blumenau intitulado Objetivos do Milênio - ONU - Nós Podemos! voltado a sensibilização  indistinta, de todos os segmentos sociais e institucionais pelo tema. Vale destacar que a FURB foi a primeira instituição a se tornar signatária deste movimento, já em agosto de 2006 e, a partir de 2012 tem, desde os editais, toda a sua área de Extensão estrategicamente focada neste importante propósito.

Ao lado Reynaldo Monteiro fez parte da equipe presente à ACIB o prof. Oklinger Mantovaneli Júnior, que coordena atualmente o Observatório e o Núcleo de Políticas Públicas - NPP do PPGDR.

terça-feira, 17 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Boletim Informativo Nós Podemos SC

Os Objetivos do Milênio são acompanhados em sua movimentação no estado de SC, também por um boletim mensal produzido pelo movimento Nós Podemos - SC.  Para ler o Boletim Informativo - número 4 - junho/julho 2012: Era uma casa muito engraçada: Resíduos Sólidos e Moradia em SC basta clicar aqui. Boa leitura!

domingo, 8 de julho de 2012

Objetivos de Desenvolvimento do Milênio: três alcançados



METAS DO MILENIOTrês objetivos já foram alcançados
Carlota Cortes


Nações Unidas, 3/7/2012 , (IPS) - Três dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), referentes a pobreza extrema, habitação e água, serão alcançados antes do prazo fixado de 2015, afirma um informe apresentado ontem. 

Entretanto, persistem importantes brechas na área crucial da saúde materna. O informe dos ODM 2012, realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), também indica que a crise financeira afetou fortemente o progresso de muitas das outras metas.

"Alguns dos maiores desafios continuam sendo difíceis. Isto não significa que nos daremos por vencidos", disse à IPS o ex-subsecretário-geral da ONU para o desenvolvimento econômico, Jomo Kwame Sundaram. Baseando-se em dados compilados por mais de 25 agências da ONU e organizações internacionais, o informe apresenta um panorama complexo e às vezes contraditório.

"Sou um pouco cético sobre o quanto é confiável a informação. Por exemplo, como entendemos uma situação na qual a pobreza parece diminuir e a fome aumentar?", questionou Sundaram. A linha oficial de pobreza, fixada pelo Banco Mundial, é de US$ 1 por dia como renda por pessoa. Esta decisão foi "cômoda" e "arbitrária", afirmou. "Um dólar pode ser suficiente para comprar comida na Índia, mas não no Brasil", observou.

No entanto, Francesca Perucci, chefe da seção de planejamento e desenvolvimento da ONU, declarou à IPS que "algumas nações em desenvolvimento, devido aos seus escassos recursos, ainda enfrentam alguns desafios para assegurar que os programas destinados a reunir informação sejam realizados de forma regular. Portanto, dependem em grande parte de estudos patrocinados ou realizados por organizações internacionais".

A Ásia oriental é a região com maiores progressos médios. A China registrou destacado avanço na redução da pobreza. Esse flagelo, que atingiu cerca de 60% dos habitantes desse país em 1990, afetava 13% em 2008. "Apesar de a desigualdade ter aumentado na China, o crescimento foi tão rápido que todos estavam melhores", explicou Sundaram à IPS. Porém, a China aumentou suas emissões de dióxido de carbono de três bilhões de toneladas em 1990 para 8,3 bilhões de toneladas em 2009.

O Norte da África (Saara ocidental, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Egito) também teve bom desempenho. Por exemplo, registrou-se uma queda na proporção de população urbana que vive em assentamentos precários, passando de 20% em 2000 para 13% em 2012. A África subsaariana apresentou uma grande melhora quanto à mortalidade materna, passando de 850 falecimentos para cem mil nascidos vivos em 1990 para 500 em 2010. Porém, estes resultados ainda estão longe da meta de 2015. Além disso, a região continua com a maior taxa de natalidade entre mães adolescentes (entre 15 e 19 anos).

A região da América Latina e do Caribe reduziu pela metade a proporção de pessoas pobres, isto é, que ganham menos de US$ 1,25 por dia, atingindo, assim, a meta antes de 2015. Passou de ter 12% de sua população nesta situação em 1990 para apenas 6% em 2008. O indicador relacionado com a fome se vê afetado pelos preços dos alimentos, entre outros fatores, indicou Perucci. "É preciso fazer mais, sem dúvida, para entender melhor todas as dimensões da pobreza. E a pobreza medida apenas pela renda não oferece uma imagem cabal das privações que sofrem os que não têm atendidas suas dietas básicas", afirmou.

Segundo o informe, a quantidade de pessoas que vive com menos de US$ 1,25 ao dia no mundo caiu de 47% da humanidade em 1990 para 24% em 2008 (a informação disponível mais recente). Se continuar nesse ritmo, a taxa de pobreza extrema em nível mundial será menor que 16% até 2015. A água é outro campo no qual houve resultados positivos. A soma de pessoas com acesso a este recurso equivalia a 76% da humanidade em 1990, enquanto em 2010 o índice subiu para 89%. Estimativas indicam que até 2015 a cobertura chegará a 92% da população mundial, o que significa que a meta deverá ser alcançada.

Finalmente, o objetivo de conseguir "uma significativa melhoria na vida de pelo menos cem milhões de pessoas que moram em assentamentos precários" teve resultados diversos. Segundo o informe, a proporção de pessoas em favelas caiu de 39% em 2000 para 33% em 2010, o que significa que mais de 200 milhões de pessoas obtiveram acesso a melhores fontes de água, instalações sanitárias e moradia.

No entanto, o número absoluto de habitantes nesse tipo de assentamento precário continuou crescendo, devido fundamentalmente à intensa urbanização. As estimativas indicam que, atualmente, 863 milhões de pessoas no mundo vivem nesses assentamentos, contra 760 milhões em 2000. "Ainda que as metas sejam alcançadas até 2015, o trabalho não estará terminado", considerou Perucci. "Os ODM demonstraram ser um importante marco para o desenvolvimento, e serão a base sobre a qual se construirá a agenda a partir de 2015", acrescentou.

Por outro lado, a saúde materna é a meta que teve menos progresso. Reduzir as mortes maternas e melhorar a saúde reprodutiva exige diferentes intervenções, incluindo assegurar transporte para os hospitais, oferecer profissionais capacitados e garantir um mínimo de quatro visitas ao médico como parte do cuidado pré-natal (recomendadas pela Organização Mundial da Saúde). "Houve progressos visíveis no fornecimento de alguns serviços de saúde reprodutiva, embora não tão rápidos como em outras áreas dos ODM", ressaltou Perucci.

Cada um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio tem diferentes metas. No total, são 21, verificadas por meio de 60 indicadores. Envolverde/IPS (FIN/2012) 




Fonte:  http://ips.org/ipsbrasil.net/nota.php?idnews=8476 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Abertas Inscrições para o Prêmio Celso Furtado até 31 de julho


Inscrições para o Prêmio Celso Furtado ficam abertas até 31 de julho


Brasília ¿ Boas ideias para reduzir as desigualdades regionais serão premiadas pelo Ministério da Integração Nacional. A segunda edição do "Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional" já conta com 189 propostas de trabalho inscritas.
 
O Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional, concedido pelo Ministério da Integração Nacional, tem por objetivo promover uma reflexão, do ponto de vista teórico e prático, sobre o desenvolvimento regional no Brasil.
 
A edição deste ano homenageia o professor e economista baiano Rômulo de Almeida, em reconhecimento à trajetória profissional de contribuições ao desenvolvimento socioeconômico, regional e cultural do Brasil.
 
Premiação ¿ O valor total da premiação é de mais de R$ 209 mil divididos em três categorias - Produção do Conhecimento Acadêmico; Práticas Exitosas de Produção e Gestão Institucional e Projetos Inovadores para Implantação no Território.
 
A apreciação das propostas e a seleção dos vencedores ocorrem no dia 17 de outubro, e a cerimônia de premiação será realizada em 5 de dezembro de 2012. As inscrições ficam abertas até 31 de julho e pelo sitewww.integracao.gov.br/premio.

Para saber a Fonte é só clicar aqui.

Outras informações diretamente com:
LUIZ CARLOS DE LIMA
Prêmio Celso Furtado de Desenvolvimento Regional
Secretaria de Desenvolvimento Regional
Ministério da Integração Nacional
Telefone:  (61) 3414-5344     Fax: (61) 3414-5719
SGAN Quadra 906, Módulo “F” Bloco “A” 2º andar
Brasília/DF CEP.: 70.790-060

sexta-feira, 29 de junho de 2012

CEDEPLAR 2013


O Cedeplar (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional) da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) abriu processo seletivo para Pós-graduação em Demografia, em nível de Mestrado e Doutorado, com possibilidade de obtenção de bolsa de estudos.
Candidatos brasileiros podem aplicar para o processo regular de seleção diretamente junto ao Cedeplar/UFMG, seguindo as normas do Edital já disponível.

Outras informações diretamente no site clicando aqui

terça-feira, 12 de junho de 2012

Unimed, Furb, Acib e Prefeitura articulam movimento Nós Podemos Blumenau


Nesta quinta-feira, 14 de junho acontece a reunião de articulação do movimento 'Nós Podemos Blumenau', articulada pela Unimed Blumenau, FURB e ACIB. Com a reunião, a intenção das entidades é formar um grupo de trabalho com foco nos Objetivos do Milênio.

Neste primeiro encontro o convidado especial  é o representante do Instituto Observatório Social, Odilon Luis Faccio. (O Observatório Social é um centro de estudos de geração de conhecimento para o mundo sindical e o mundo do trabalho, com abrangência internacional que realiza pesquisas e estudos especializados com metodologias e processos participativos e que contribuem para a ação sindical, o diálogo social e o desenvolvimento sustentável).

Também como resultado do encontro deve ser definido o colegiado do movimento e o cronograma das próximas reuniões.

Empresas, Organizações Não Governamentais e demais instituições interessadas poderão participar da reunião, com início previsto para as 14h, no Auditório da Unimed (Rua das Missões, Nº 455, Bairro Ponta Aguda).

Mais informações e confirmações com Flávia Giacomizzi, analista de Responsabilidade Social da Unimed pelo telefone 3331-8549 ou e-mail odm@unimedblumenau.com.br 

Sobre os Objetivos do Milênio

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio - ODM têm sua origem na Declaração do Milênio das Nações Unidas, assinada em setembro de 2000. Estes incorporam grande parte dos instrumentos internacionais de direitos humanos.

O Brasil, em conjunto com 191 países-membros da ONU, assinou o pacto e estabeleceu um compromisso compartilhado com a sustentabilidade do Planeta. No país o trabalho é coordenado pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio são um conjunto de oito macro objetivos, com 18 metas e 40 indicadores a serem alcançados até o ano de 2015, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade.

Projeto ODM FURB fala para a Câmara da Mulher da ACIB

Na noite de ontem, a convite da Câmara da Mulher em parceria com a UNIMED e a ACIB, o Observatório do Desenvolvimento Regional da FURB esteve falando sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.  O pesquisador Reinaldo M. Coimbra Neto tem palestrado para diversos públicos e qualificado o público, com seu estilo didático e comunicativo. Seu trabalho tem oferecido uma grande contribuição para a ampliação do público regional sobre esta temática, tão cara e tão importante sobretudo em ano de Rio + 20.
Pesquisador Reynaldo Monteiro Coimbra Neto - FURB

Esta atividade contribuiu para formalizar o envolvimento desta Câmara no Movimento Nós-Podemos SC, e faz parte de um conjunto ampliado de ações congêneres que vem sendo sistematicamente realizadas em Blumenau para a ampliação do Movimento Nós Podemos Blumenau. Movimento este que está crescendo no estado de Santa Catarina e ganhando inúmeras adesões de entidades e lideranças importantes e representativas dos mais diversos segmentos sociais. Para maiores informações basta visitar os links do nosso Observatório. Segundo Thiago Vizine, Assistente Administrativo da ACIB e um dos entusiastas  e organizador do movimento na ACIB, o evento foi um sucesso junto ao empresariado presente. Abaixo mais algumas imagens, todas elas gentilmente cedidas por Thiago Vizine - ACIB.


 Flávia Giacomizzi, analista de Responsabilidade Social - Unimed


domingo, 3 de junho de 2012

sábado, 19 de maio de 2012

As 56 Recomendações da ONU para a Rio + 20

ONU faz 56 recomendações para avanços concretos na Rio+20

18 de maio de 2012 · Destaque

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Versão em português do relatório “Povos Resilientes, Planeta Resiliente” é apresentada no Rio de Janeiro. Ministra do Meio Ambiente ressalta a necessidade de ousadia nos debates e nas ações.
Na foto, da direita para a esquerda: mbaixador André Corrêa do Lago, Chefe da Divisão de Políticas de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Ministério das Relações Exteriores e Negociador-Chefe do Brasil na Rio+20.; a Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira; o Secretário Executivo do Painel de Alto Nível do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Sustentabilidade Global, Janos Pasztor; e o Diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) e Vice-Porta-Voz da Rio+20, Giancarlo Summa. Crédito: UNIC Rio/Diego Blanco.
Novos modelos de governança, baseados em desenvolvimento social, fortalecimento econômico e sustentabilidade ambiental, devem nascer a partir da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) – e ir além. Este é o foco principal das 56 recomendações do relatório “Povos Resilientes, Planeta Resiliente”, cuja versão em português foi apresentada hoje (18/05), no Rio de Janeiro, pela ONU e pelo Governo Brasileiro.
O documento foi produzido pelo Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global (GSP), grupo de trabalho criado pelo Secretário-Geral em agosto de 2010 para formular um novo projeto de desenvolvimento sustentável e de baixo carbono. O evento contou a presença do Secretário-Executivo do GSP. A Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, é um dos 22 membros do Painel.
“Precisamos inovar e ousar, estabelecendo novos paradigmas mais sustentáveis, que promovam a igualdade social e o crescimento econômico, ao mesmo tempo em que garantam a preservação do nosso planeta”, afirmou a Ministra. “Este não é apenas mais um relatório. Não podemos esperar mais vinte anos para adotar ações concretas”, completou Teixeira ao ressaltar que os desafios para os próximos anos devem ser “traduzidos” para a realidade de cada nação, de modo a atender suas necessidades e promover a igualdade.
O fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) seria uma das questões principais para viabilizar esse processo.
“Pessoas Resilientes, Planeta Resiliente” pede pela integração dos custos sociais e ambientais do mesmo modo como são os preços mundiais e as medidas de atividades econômicas. Exige também um conjunto de indicadores de desenvolvimento sustentável – que vão além da abordagem tradicional do Produto Interno Bruto (PIB) – e recomenda que os governos desenvolvam e apliquem objetivos de desenvolvimento sustentável que possam mobilizar a ação global e ajudar a monitorar o progresso.
O relatório, apresentado com um importante guia para o debate e as resoluções da Rio+20, mostra que, apesar de o PIB mundial ter aumentado 75% de 1992 a 2010, as disparidades entre o PIB per capita dos países desenvolvidos e em desenvolvimento aumentaram no mesmo período. A falta de acesso a saneamento básico atinge 2,6 bilhões de pessoas. Para piorar, os recursos naturais são explorados à exaustão, mas não são usufruídos de forma igualitária. Por exemplo, 85% de todos os estoques de peixes estão sobre-explorados, esgotados ou em processo de recuperação. Ainda de acordo com o relatório, 27% das pessoas em todo o mundo ainda vivem em situação de miséria absoluta.
Secretário-Executivo do GSP, Janos Pasztor destacou a necessidade de envolvimento de todos os setores da sociedade no delineamento dos cenários e objetivos futuros. “A contribuição da ciência é fundamental e parcerias entre as diferentes áreas de atividade humana e do conhecimento devem ser realizadas”, afirmou. “Tudo isso aliado ao ‘empoderamento’ das pessoas.”
Para acessar o resumo executivo do relatório, acesse:
http://www.onu.org.br/docs/gsp-resumo.pdf
Para acessar a íntegra do documento, acesse:
http://www.onu.org.br/docs/gsp-integra.pdf
[Para relatórios Consulta Pública, Um Futuro Digno de Escolha e Brochura Rio + 20, outra opção. acesse:
Confira a coletiva na íntegra:
Confira as perguntas dos jornalistas:
Fotos em alta resolução:
http://www.onu.org.br/img/2012/05/gsp-fotos-alta.zip – Crédito das fotos: UNIC Rio/Diego Blanco.



quinta-feira, 3 de maio de 2012

Michel Lowy critica a 'economia verde'. Em seguida a repercussão da postagem.


Postagem sugerida por Diego Vargas.
Pesquisador diz não esperar nada da cúpula e critica a 'economia verde'
Da Redação
Michael Lowy_iEm junho, o Brasil sedia a Rio+20, a cúpula mundial de meio ambiente, um dos temas da edição 180 de Caros Amigos, que está nas bancas. A cúpula já divide opiniões, como a do pesquisador Michael Löwy, um dos entrevistados da reportagem publicada na revista.
Confira abaixo a entrevista de Löwy, feita pela jornalista Bárbara Mengardo. Leia a reportagem completa sobre a Rio+20 na edição nas bancas (veja aqui).

Caros Amigos - O que você espera da Rio+20, tanto do ponto de vista das discussões quanto da eficácia de possíveis decisões tomadas?
Michael Löwy - Nada! Ou, para ser caridoso, muito pouco, pouquíssimo… As discussões já estão formatadas pelo tal "Draft Zero", que como bem diz (involuntariamente) seu nome, é uma nulidade, um zero à esquerda. E a eficácia, nenhuma, já que não haverá nada de concreto como obrigação internacional. Como nas conferências internacionais sobre o câmbio climático em Copenhagen, Cancun e Durban, o mais provável é que a montanha vai parir um rato: vagas promessas, discursos, e, sobretudo, bons negócios 'verdes". Como dizia Ban-Ki-Moon, o secretário das Nações Unidas - que não tem nada de revolucionário – em setembro 2009, "estamos com o pé colado no acelerador e nos precipitamos ao abismo”. Discussões e iniciativas interessantes existirão sobretudo nos fóruns Alternativos, na Contra-Conferência organizada pelo Fórum Social Mundial e pelos movimentos sociais e ecológicos.
CA - Desde a Eco 92, houve mudanças na maneira como os estados lidam com temas como mudanças climáticas, preservação das florestas, água e ar, fontes energéticas alternativas, etc.? Se sim, o quão profundas foram essas mudanças?
ML - Mudanças muito superficiais! Enquanto a crise ecológica se agrava, os governos - para começar o dos Estados Unidos e dos demais países industrializados do Norte, principais responsáveis do desastre ambiental - "lidaram com o tema", desenvolveram, em pequena escala, fontes energéticas alternativas, e introduziram "mecanismos de mercado" perfeitamente ineficazes para controlar as emissões de CO2. No fundo, continua o famoso "buzines as usual", que, segundo cálculo dos cientistas, nos levara a temperaturas de 4° ou mais graus nas próximas décadas.
CA - Em comparação a 1992, a sociedade está muito mais ciente da necessidade de proteção do meio ambiente. Esse fato poderá influir positivamente nas discussões da Rio+20?
ML - Esta sim é uma mudança positiva! A opinião pública, a "sociedade civil", amplos setores da população, tanto no Norte como no Sul, está cada vez mais consciente de necessidade de proteger o meio ambiente - não para "salvar a Terra" - nosso planeta não está em perigo - mas para salvar a vida humana (e a de muitas outras espécies) nesta Terra. Infelizmente, os governos, empresas e instituições financeiras internacionais representados no Rio+20 são pouco sensíveis à inquietude da população, que buscam tranquilizar com discursos sobre a pretensa "economia verde". Entre as poucas exceções, o governo boliviano de Evo Morales.
CA - Como a destruição do meio-ambiente relaciona-se com a desigualdade social?
ML - As primeiras vítimas dos desastres ecológicos são as camadas sociais exploradas e oprimidas, os povos do Sul e em particular as comunidades indígenas e camponesas que vêem suas terras, suas florestas e seus rios poluídos, envenenados e devastados pelas multinacionais do petróleo e das minas, ou pelo agronegócio da soja, do óleo de palma e do gado. Há alguns anos, Lawrence Summers, economista americano, num informe interno para o Banco Mundial, explicava que era lógico, do ponto de vista de uma economia racional, enviar as produções tóxicas e poluidoras para os países pobres, onde a vida humana tem um preço bem inferior: simples questão de cálculo de perdas e lucros.
Por outro lado, o mesmo sistema econômico e social - temos que chamá-lo por seu nome e apelido: o capitalismo – que destrói o meio-ambiente é responsável pelas brutais desigualdades sociais entre a oligarquia financeira dominante e a massa do "pobretariado". São os dois lados da mesma moeda, expressão de um sistema que não pode existir sem expansão ao infinito, sem acumulação ilimitada - e portanto sem devastar a natureza – e sem produzir e reproduzir a desigualdade entre explorados e exploradores.
CA - Estamos em meio a uma crise do capital. Quais as suas consequências ambientais e qual o papel do ecossocialismo nesse contexto?
ML - A crise financeira internacional tem servido de pretexto aos vários governos ao serviço do sistema de empurrar para "mais tarde" as medidas urgentes necessárias para limitar as emissões de gases com efeito de serra. A urgência do momento - um momento que já dura há alguns anos - é salvar os bancos, pagar a dívida externa (aos mesmos bancos), "restabelecer os equilíbrio contábeis", "reduzir as despesas públicas". Não há dinheiro disponível para investir nas energias alternativas ou para desenvolver os transportes coletivos.
O ecossocialismo é uma resposta radical tanto à crise financeira, quanto à crise ecológica. Ambas são a expressão de um processo mais profundo: a crise do paradigma da civilização capitalista industrial moderna. A alternativa ecossocialista significa que os grandes meios de produção e de crédito são expropriados e colocados a serviço da população. As decisões sobre a produção e o consumo não serão mais tomadas por banqueiros, managers de multinacionais, donos de poços de petróleo e gerentes de supermercados, mas pela própria população, depois de um debate democrático, em função de dois critérios fundamentais: a produção de valores de uso para satisfazer as necessidades sociais e a preservação do meio ambiente.
CA - O “rascunho zero” da Rio+20 cita diversas vezes o termo "economia verde", mas não traz uma definição para essa expressão. Na sua opinião, o que esse termo pode significar? Seria esse conceito suficiente para deter a destruição do planeta e as mudanças climáticas?
ML - Não é por acaso que os redatores do tal "rascunho" preferem deixar o termo sem definição, bastante vago. A verdade é que não existe “economia” em geral: ou se trata de uma economia capitalista, ou de uma economia não-capitalista. No caso, a "economia verde" do rascunho não é outra coisa do que uma economia capitalista de mercado que busca traduzir em termos de lucro e rentabilidade algumas propostas técnicas "verdes" bastante limitadas. Claro, tanto melhor se alguma empresa trata de desenvolver a energia eólica ou fotovoltaica, mas isto não trará modificações substanciais se não for amplamente subvencionado pelos estados, desviando fundos que agora servem à indústria nuclear, e se não for acompanhado de drásticas reduções no consumo das energias fósseis. Mas nada disto é possível sem romper com a lógica de competição mercantil e rentabilidade do capital. Outras propostas "técnicas" são bem piores: por exemplo, os famigerados "biocombustíveis", que como bem o diz Frei Betto, deveriam ser chamados "necrocombustiveis", pois tratam de utilizar os solos férteis para produzir uma pseudo-gasolina "verde", para encher os tanques dos carros - em vez de comida para encher o estômago dos famintos da terra.
CA - Quem seriam os principais agentes na luta por uma sociedade mais verde, o governo, a iniciativa privada, ONGs, movimentos sociais, enfim?
ML - Salvo pouquíssimas exceções, não há muito a esperar dos governos e da iniciativa privada: nos últimos 20 anos, desde a Rio-92, demonstraram amplamente sua incapacidade de enfrentar os desafios da crise ecológica. Não se trata só de má-vontade, cupidez, corrupção, ignorância e cegueira: tudo isto existe, mas o problema é mais profundo: é o próprio sistema que é incompatível com as radicais e urgentes transformações necessárias.
A única esperança então são os movimentos socais e aquelas ONGs que são ligadas a estes movimentos (outras são simples "conselheiros verdes" do capital). O movimento camponês - Via Campesina -, os movimentos indígenas e os movimentos de mulheres estão na primeira linha deste combate; mas também participam, em muitos países, os sindicatos, as redes ecológicas, a juventude escolar, os intelectuais, várias correntes da esquerda. O Fórum Social Mundial é uma das manifestações desta convergência na luta por um "outro mundo possível", onde o ar, a água, a vida, deixarão de ser mercadorias.
CA - Como você analisa a maneira como a questão ambiental vem sendo tratada pela mídia?
ML - Geralmente de maneira superficial, mas existe um número considerável de jornalistas com sensibilidade ecológica, tanto na mídia dominante como nos meios de comunicação alternativos. Infelizmente uma parte importante da mídia ignora os combates sócio-ecológicos e toda crítica radical ao sistema.
CA - Você acredita que, atualmente, em prol da preservação do meio ambiente é deixada apenas para o cidadão a responsabilidade pela destruição do planeta e não para as empresas? Em São Paulo, por exemplo, temos que comprar sacolinhas plásticas biodegradáveis, enquanto as empresas se utilizam do fato de serem supostamente "verdes" como ferramenta de marketing.
ML - Concordo com esta crítica. Os responsáveis do desastre ambiental tratam de culpabilizar os cidadãos e criam a ilusão de que bastaria que os indivíduos tivessem comportamentos mais ecológicos para resolver o problema. Com isso tratam de evitar que as pessoas coloquem em questão o sistema capitalista, principal responsável da crise ecológica. Claro, é importante que cada indivíduo aja de forma a reduzir a poluição, por exemplo, preferindo os transportes coletivos ao carro individual. Mas sem transformações macro-econômicas, ao nível do aparelho de produção, não será possível brecar a corrida ao abismo.
CA - Quais as diferenças nas propostas que querem, do ponto de vista ambiental, realizar apenas reformas no capitalismo e as que propõem mudanças estruturais ou mesmo a adoção de medidas mais "verdes" dentro de outro sistema econômico?
ML - O reformismo "verde" aceita as regras da "economia de mercado", isto é, do capitalismo; busca soluções que seja aceitáveis, ou compatíveis, com os interesses de rentabilidade, lucro rápido, competitividade no mercado e "crescimento" ilimitado das oligarquias capitalistas. Isto não quer dizer que os partidários de uma alternativa radical, como o ecossocialismo, não lutam por reformas que permitam limitar o estrago: proibição dos transgênicos, abandono da energia nuclear, desenvolvimento das energias alternativas, defesa de uma floresta tropical contra multinacionais do petróleo (Parque Yasuni!), expansão e gratuidade dos transportes coletivos, transferência do transporte de mercadorias do caminhão para o trem, etc. O objetivo do ecossocialismo é o de uma transformação radical, a transição para um novo modelo de civilização, baseado em valores de solidariedade, democracia participativa, preservação do meio ambiente. Mas a luta pelo ecossocialismo começa aqui e agora, em todas as lutas sócio-ecológicas concretas que se enfrentam, de uma forma ou de outra, com o sistema.

Comentários  

# Arlete Moyses
Lúcido e coerente com os princípios de quem defende os principios da sociedade sustentável.
Quando li o tal de rascunho zero e AGB me pediram para analisar tive a certeza de que era mesmo zero, vírgula, zero, zero, zero. Ou sejaao invés de uma Conferência da ONU é uma conferência do comércio, da indústria ou seja do verde pintado apenas de verde.
Abraços
Arlete
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# Iara
Sim, Löwy toca na ferida, pois não é possível você ter um desenvolvimento sustentável em um contexto capitalista, na qual sua lógica é o acumulo de riquezas que são embasados na desigualdade, na intolerância, no preconceito... este marketing verde que ocorre hoje é mais uma das variadas roupagens que o capitalismo se veste para se adaptar a nova demanda, fazendo a manutenção do poder e mantendo sua reprodução ideológica. Enfim, a superação deste sistema é essencial para que alcancemos uma nova ordem societária.
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# cicero dos santos
CAROS AMIGOS, como sempre, quando aborda um tema e "elege" o entrevistado faz a diferença.Lúcido, muito lúcido!
Parábens.
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# GERDIL DE AZEREDO
Concordo parcialmente com o Lowy, mas a Mudança Econômica do Mundo a meu ver, não passa por uma Sociedade Socialista, exemplo disto foi a ex-URSS. Uma Sociedade Ecológica com Desenvolvimento Sustentável
planeja o futuro com fontes alternativas de Energia envolvendo a Sociedade Capitalista neste processo. A socialização como pensou Leon Trotsky é diferente de Stalin, Evo Morales quer se perpetuar no poder semelhante a Stalin. Se não tivermos o envolvimento do Capital no processo, não criaremos empregos em todo o Mundo com as fontes eólica e solar de energia por exemplo. É saudável a Sociedade buscar vencer na Vida e melhorar seu poder sócio - econômico admitindo alternativas energéticas e novos conceitos. Não vamos falir um empresário do Petróleo e gerarmos desemprego porque temos idéias sonháticas, e usar estas idéias em benefício de todas as pessoas. Sempre haverá empreendedores e trabalhadores, mas o Capital gerado e as alternativas deverão favorecer a Terra, que ao contrário do que pensa Lowy está em perigo. Não em perigo utópico, mas dinâmico porque a Natureza acomoda sem utopias.É necessário a evolução tecnológica e que venha a energia Solar e Eólica em grande escala, para que deixemos de discutir utopias.
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# Sergio Bacchi
Por certo ainda não existe e nunca existirá modelos de socialismo. O regime social de URSS nunca passou de um capitalismo de estado vindo de uma autêntica revolução proletária.
Atualmente a humanidade se debate com a crise do capitalismo que não tem solução.
Estejam certos de uma coisa, enquanto o poder não passar para as mãos do povo, e sobre tudo as empresas não foram de propriedade dos que nela trabalham não sairemos do atoleiro, pelo contrário, cada vez nos afundaremos mais.
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# Lucio
O Dólar é verde...
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# Kleiner
Há muito que penso como o Michael, não há futuro para humanidade se não ultrapassarmos a lógica capitalista de produção, de muito pouco servirá fazer campanhas ecológicas se não pensarmos em algo melhor e mais racional que o atual sistema produtivo. Esse negocio de vestir o capitalismo com roupagens novas (reciclá-lo),sem destruir-lhe a essência, de nada adianta, pois a Social Democracia também prometia um mundo bem melhor apenas reciclando o capitalismo olha só o que deu!
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# Magnólia Said
Lowy, no geral concordo com a crítica que voc~e faz. meus pontos de discordância: haverá sim, muita coisa de concreto, na perspectiva das corporações, governos e instituições financeiras ( vão fechar acordos que não puderam selar em 92). O que vai acontecer em paralelo à Rio +20 ,não pode ser mais do mesms, ou seja,lugar de "discussões e iniciativas"; o governo de Evo não é mais exceçção em termso de estar atendendo aos anseios da masioria da população; pelo contrário, ele está capitulando cada vez mais. converse com o Fobomade, que você vai quedar desolado.
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# ARIEL JOSÉ PIRES
De pleno acordo com Löwy, tomei a liberdade de trabalhar o texto dessa entrevista em um curso de pós-graduação na Unicentro, sobre novas relações capital trabalho, com a citação óbvia do autor. Parabéns ao Löwy pela clareza de ideias.
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# Vinicius Meira
Bom, o que acontece aqui no Brasil e em outros países subdesenvolvidos, é nada menos do que uma política de "perda e ganho", ou seja, enquanto países se desenvolvem e produz de forma sustentável devido à falta de recursos, o Brasil sentado em berço esplendido esperando perder suas fontes naturais para assim encontrar novas formas de crescimento econômico.
Como sempre a Caros Amigos deu um show!
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# Luna
É um cartório, vendendo cotas de patrocínios...
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# Fernando Furtado
Boa entrevista, mas acho que ela pecou gravemente em confundir Rio 92 e ECO 92, como também não esclarecer a diferença entre Rio +20 e Cúpula dos Povos (esta última que é a mobilização da sociedade civil:youtu.be/kipHj5wkJVk )

Fala sobre a mobilização da sociedade civil, mas não a descreve com clareza. Fala sobre as ONGs e os movimentos sociais, mas exclui o indivíduo comum como peça fundamental no processo de transição, contribuindo para que o leitor que está fora do contexto de ação (mobilização, interação) para esta transformação, permaneça desta forma.

Ademais, me incomodou sobremaneira esse negócio de ficar batendo na tecla de "ecossocialismo", como se fosse a alternativa radical "mais imediatamente possível", vamos assim dizer. Essas rotulações - sobretudo as que incluem "socialismo" na composição da palavra - só servem para afastar cada vez mais pessoas do debate. Os próprios comentários sobre a entrevista demonstram claramente a reminiscência de aversão que o público em geral tem dessa nomenclatura. Ora, se ninguém sabe qual modelo de sistema teremos que incorporar, por que ficar forçando uma barra com adivinhações, sobretudo com ecossocialismo? Eu hein. Não seria melhor mostrarmos as diversas formas que a sociedade civil tem pra agir, como unidade?

Em suma, a entrevista pode acrescentar muitas coisas, mas poderia ser mais rica. Ainda percebo muito EGO pra pouco ECO em algumas destas entrevistas.

Abraço a todos,

Nando.
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# Luis Fernandes
Sou estudante de Turismo e Meio ambiente - Campo Mourão -PR.
Achei muito interessante essa entrevista.
Concordo com tudo que foi dito, acredito que será dificil mudar a concepção dos paises que tanto lucram com a "poluição!"
Abraços
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# hay
veja isso e chore
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