segunda-feira, 12 de junho de 2017

Atlas da Violência 2017 mapeia os homicídios no Brasil

Estudo realizado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que jovens e negros são as principais vítimas de violência no país

O Brasil registrou, em 2015, 59.080 homicídios. Isso significa 28,9 mortes a cada 100 mil habitantes. Os números representam uma mudança de patamar nesse indicador em relação a 2005, quando ocorreram 48.136 homicídios. As informações estão no Atlas da Violência 2017, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estudo analisa os números e as taxas de homicídio no país entre 2005 e 2015 e detalha os dados por regiões, Unidades da Federação e municípios com mais de 100 mil habitantes. Apenas 2% dos municípios brasileiros (111) respondiam, em 2015, por metade dos casos de homicídio no país, e 10% dos municípios (557) concentraram 76,5% do total de mortes.

Os estados que apresentaram crescimento superior a 100% nas taxas de homicídio no período analisado estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. O destaque é o Rio Grande do Norte, com um crescimento de 232%. Em 2005, a taxa de homicídios no estado era de 13,5 para cada 100 mil habitantes. Em 2015, esse número passou para 44,9. Em seguida estão Sergipe (134,7%) e Maranhão (130,5). Pernambuco e Espírito Santo, por sua vez, reduziram a taxa de homicídios em 20% e 21,5%, respectivamente. Porém, as reduções mais significativas ficaram em estados do Sudeste: em São Paulo, a taxa caiu 44,3% (de 21,9 para 12,2), e, no Rio de Janeiro, 36,4% (de 48,2 para 30,6).

Houve um aumento no número de Unidades da Federação que diminuíram a taxa de homicídios depois de 2010. Especificamente nesse período, as maiores quedas ocorreram no Espírito Santo (27,6%), Paraná (23,4%) e Alagoas (21,8%). No sentido contrário, houve crescimento intenso das taxas entre 2010 e 2015 nos estados de Sergipe (77,7%), Rio Grande do Norte (75,5%), Piauí (54,0%) e Maranhão (52,8%). A pesquisa também aponta uma difusão dos homicídios para municípios do interior do país.

Municípios mais pacíficos e mais violentos

O Atlas da Violência 2017 analisou dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, referentes ao intervalo de 2005 a 2015, e utilizou também informações dos registros policiais publicadas no 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do FBSP. Para listar os 30 municípios potencialmente mais violentos e menos violentos do Brasil em 2015, o estudo considerou as mortes por agressão (homicídio) e as mortes violentas por causa indeterminada (MVCI).

Altamira, no Pará, lidera a relação dos municípios mais violentos, com uma taxa de homicídio somada a MVCI de 107. Em seguida, aparecem Lauro de Freitas, na Bahia (97,7); Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe (96,4); São José de Ribamar, no Maranhão (96,4); e Simões Filho, também na Bahia (92,3). As regiões Norte e Nordeste somam 22 municípios no ranking dos 30 mais violentos em 2015.

Entre os 30 mais pacíficos, 24 são municípios da região Sudeste. No entanto, os dois primeiros da lista ficam em Santa Catarina: Jaraguá do Sul (3,7) e Brusque (4,1). Em seguida, aparecem Americana (4,8) e Jaú (6,3), ambos em São Paulo, Araxá, em Minas Gerais (6,8), e Botucatu (7,2), também em São Paulo. A lista completa dos 30 municípios mais e menos violentos está nas tabelas 2.1 e 2.2 da pesquisa.

A análise isolada das taxas de homicídio pode ocultar o verdadeiro nível de agressão letal por terceiros em um município. Exemplo disso é Barreiras (BA), onde foi registrado apenas um homicídio em 2015. Isso colocaria a cidade entre as mais pacíficas do país. No entanto, ocorreram em Barreiras, naquele ano, 119 MVCI, uma taxa de 77,3 por 100 mil habitantes, o que eleva o município para a relação dos municípios mais violentos.

Perfil das vítimas

Mais de 318 mil jovens foram assassinados no Brasil entre 2005 e 2015. Apenas em 2015, foram 31.264 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos, uma redução de 3,3% na taxa em relação a 2014. No que diz respeito às Unidades da Federação, é possível notar uma grande disparidade: enquanto em São Paulo houve uma redução de 49,4%, nesses onze anos, no Rio Grande do Norte o aumento da taxa de homicídios de jovens foi de 292,3%.

Os homens jovens continuam sendo as principais vítimas: mais de 92% dos homicídios acometem essa parcela da população. Em Alagoas e Sergipe a taxa de homicídios de homens jovens atingiu, respectivamente, 233 e 230,4 mortes por 100 mil homens jovens em 2015.

A cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras. De acordo com informações do Atlas, os negros possuem chances 23,5% maiores de serem assassinados em relação a brasileiros de outras raças, já descontado o efeito da idade, escolaridade, do sexo, estado civil e bairro de residência.

Os dados sobre mortes decorrentes de intervenção policial apresentam duas variações: as analisadas por números do SIM na categoria “intervenções legais e operações de guerra” (942) e os números reunidos pelo FBSP (3.320) em todo o país. Os estados que mais registraram homicídios desse tipo pelo SIM em 2015 foram Rio de Janeiro (281), São Paulo (277) e Bahia (225). Pelos dados do FBSP, foram registrados em São Paulo 848 mortes decorrentes de intervenção policial, 645 no Rio de Janeiro 645 e 299 na Bahia.





quarta-feira, 7 de junho de 2017

Reunião de apresentação do projeto Educação STEM: Zona de Educação para o Ecodesenvolvimento de Blumenau à Faema






Os bolsistas do projeto Educação STEM: Zona de Educação para o Ecodesenvolvimento de Blumenau, juntamente com os professores orientadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) se reuniram nesta última terça-feira (06 de junho) para apresentação e discussão do projeto com  à Faema.

A reunião iniciou por volta das 14:30 e teve duração aproximada de duas horas. As novas ideias e sugestões trazidas pela Faema foram de grande valia para o projeto.



Economia vence gincana estadual



Após uma emocionante disputa de 24 alunos inscritos na III Gincana Estadual de Economia - Etapa Santa Catarina, venceu a dupla da FURB: Franklin Carlos Zummach e Johnny Willian Monteiro. O título nessa etapa garantiu classificação para Gincana Nacional de Economia, que ocorrerá em setembro em meio ao XXII Congresso Brasileiro de Economia.

A gincana ocorreu segunda-feira, dia 5, no Laboratório de Informática da ESAG/UDESC. As 12 duplas jogaram por quase 9 horas, debatendo sobre juros altos, inflação e crescimento negativo do PIB.

Por volta das 19:30, numa disputa de todos contra todos, entre FURB, UNOCHAPECÓ e UNESC saiu o seguinte resultado:

Dupla campeã
Franklin Carlos Zummach e Johnny Willian Monteiro (FURB)

Segundo lugar
Talia Fachineto e Gabriel Pitschel (Unochapecó)

Terceiro lugar
Ramires Costa Ferreira e Claudio Henqrique Tancredo (UNESC)

Pela FURB também disputaram outras duas duplas:

Regis de Lavechia Tavares e Rodolfo Stodieck
Daniel A. Wandrey e Wellington Adriano

O evento teve o apoio da COFECON, SINDECON/SC e a ESAG/UDESC.

As fotos estão disponíveis: aqui

Fonte: www.furb.br

terça-feira, 6 de junho de 2017

Talento premia 52 trabalhos entre 351 inscritos


Neste ano, na sua 22ª edição, o Talento Universitário 2017 apresentou um número recorde de inscrições: 351 trabalhos da FURB (248), Uniasselvi (17), IBES (5), Univali (6), Unifebe (1), Assevim (1) e Unoesc (71).

Foram 52 trabalhos premiados, nas 19 categorias, com 38 estudantes da FURB selecionados; 11 da Unoesc; 2 estudantes da Univali e 1 da Uniasselvi.

A noite de premiação aconteceu dia 01, na Fábrica de Negócios, com a presença de estudantes, professores e profissionais da área.

O destaque da 22° edição foi uma categoria especial chamada Django Livre, criada com o objetivo de fomentar temas importantes e atuais que devem ser considerados pelos futuros profissionais do mercado. Ela tratou do tema Racismo no Brasil e a aluna Michele Karine de Melo (FURB) foi a vencedora da categoria.

O Talento

O Talento Universitário é uma premiação, organizada pelos alunos do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Regional de Blumenau - FURB na disciplina de Técnicas de Relações Públicas.

O evento tem o objetivo de reconhecer os trabalhos acadêmicos produzidos pelos alunos dos cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas, Tecnologia em Marketing, Design, Moda, Cinema e Jornalismo de todo o estado de Santa Catarina.

Com 19 categorias distribuídas entre as áreas de fotografia, criação, áudio, vídeo, campanha publicitária, mídia exterior e produção gráfica, os trabalhos inscritos foram avaliados por uma comissão julgadora formada por profissionais da área de comunicação de todo o país.


Fonte:  www.furb.br

Informática ajuda a gerenciar filas para cirurgias eletivas no SUS

Pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) criaram um software com dados sobre pacientes que aguardam cirurgias eletivas e um método de seleção com dados objetivos para definir quem deve ter prioridade no atendimento. Sua implantação em unidades de saúde aumenta a transparência do gerenciamento da fila de espera, já que o progresso pode ser acompanhado não só pelos envolvidos, mas por toda a população.

Foto: Valdecir Galor/SMCS

As listas de espera ajudam a organizar os pacientes que aguardam um mesmo tratamento ou serviço médico cuja demanda é maior que a oferta. Mas elas andam conforme uma série de fatores, nem sempre claros para leigos. Com apoio financeiro da FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina), um sistema de engenharia do conhecimento foi criado para dar suporte a tomadas de decisão por parte dos diversos especialistas envolvidos no gerenciamento destas filas para tratamento cirúrgico no SUS (Sistema Único de Saúde). O modelo analisa 16 características físicas e sociais de pacientes, como fatores de priorização para qualquer procedimento cirúrgico. Ele foi usado no Hospital Universitário da UFSC nos últimos anos e se mostrou eficiente. “Agora pode ser adotado por outros hospitais de Santa Catarina, além de ser uma inovação a nível nacional”, avalia Gilberto Montibeller, do GT Avaliação/FAPESC.

Esta Fundação, a Secretaria de Estado de Saúde, e órgãos do Ministério da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, financiaram a pesquisa com recursos da Chamada Pública 03/2012 do PPSUS (Programa de Pesquisas para o SUS), coordenada por Fernanda Antoniolli. Todas as pesquisas desta Chamada já foram concluídas e seus impactos foram analisados pelo Prof. Montibeller, o qual constatou que os 12 estudos realizados envolveram 121 pesquisadores, dos quais 60% tinha doutorado e 30%, mestrado ou especialização. As pesquisas resultaram em inovações que visam aprimorar a gestão do sistema de atendimento à saúde.

Disponível na internet

O Sistema para gerenciamento de listas de espera para cirurgias no SUS pode fornecer indicadores confiáveis quanto às questões relativas às listas de espera existentes (tamanho atual, fluxo de admissões, fluxo de saída, ocorrências de variações sazonais). O protótipo do software aplicado no HU possibilitou a geração de relatórios de todas as ações que permeiam a inclusão, progresso e retirada de pacientes das listas de espera. Também possibilitou a gestão unificada das filas de espera de cirurgia, local ou até mesmo regionalmente, criando uma rede única e reduzindo o tempo de espera dos pacientes cadastrados.

“O protótipo mostrou-se efetivo dentro do seu campo de aplicação, cirurgias plásticas no HU. O mesmo encontra-se disponível na internet para novas interações, apresentações e validações”, escreveu o Prof. Fernando Gauthier, do Departamento de Informática e Estatística da UFSC, no relatório técnico enviado à FAPESC. “Este tipo de pesquisa representa um avanço científico considerável, visto que tem potencial para tornar-se um padrão consensual de priorização de procedimentos cirúrgicos.”


Fonte: Coordenadoria de Comunicação da FAPESC, link: https://goo.gl/s4vdHj

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Reunião do Núcleo de Políticas Públicas do PPGDR


O Núcleo de Políticas Públicas (NPP) se reuniu-se na última sexta-feira (02/junho) para fazer o balanço das atividades de campo e relatos sobre entrevistas já realizadas, preparando o debate sobre o conceito de modernização e ODS.


FURB pesquisa inadimplência e cesta básica em sete cidades do Vale


Um novo projeto dos cursos de Ciências Econômicas e Matemática da FURB, em parceria com a Câmara dos Dirigentes Lojistas de diferentes municípios da região está em andamento. Trata-se do projeto de extensão “Cidadania Financeira no Vale do Itajaí”, realizado com o intuito de coletar dados sobre a inadimplência e o valor da cesta básica em diferentes municípios.

Este projeto está operando nas cidades de Blumenau, Botuverá, Brusque, Gaspar, Indaial, Pomerode e Timbó, e tem como objetivo gerar um relatório mensal para comparação da variação da inadimplência e do valor da cesta básica nos municípios estudados. “Ele surgiu com o programa de extensão “Contribuindo na Gestão de Finanças” do ano passado. Iniciamos nesse programa um controle de inadimplência de Blumenau, em parceria com a CDL, através de indicadores de inadimplência. E neste ano tivemos a ideia de ampliar o trabalho para mais cidades da região” - destaca Bruno Thiago Tomio, um dos professores responsáveis pelo projeto.

A primeira edição do balanço foi divulgada essa semana. Ela mostra os comparativos dos meses de abril, para os indicadores de inadimplência, e maio, para a cesta básica, sendo ambos para o este ano (2017).

Tomio destacou que o projeto já havia sido realizado em abril, mas como não existiam dados anteriores para divulgação e comparação, o primeiro documento só foi realizado após os dados do mês de maio serem coletados. “Essa primeira edição demorou um pouco mais porque nós estávamos estruturando o modelo. A ideia é publicar esse documento sempre na segunda semana de cada mês, fazendo comparações e, posteriormente, um balanço ao fim do ano”.

Os dados da inadimplência são disponibilizados pelas CDL’s dos municípios. Já o levantamento das cestas básicas é realizado por discentes de Ciências Econômicas da FURB, como explica o professor. “Os alunos têm um treinamento preliminar e vão para as cidades elencadas coletar as informações diretamente das prateleiras dos mercados, que seriam os preços dos produtos que compõem a cesta básica”.

Mas não é somente esse balanço o objetivo do projeto. Ele também tem a preocupação da educação financeira. “Como todo projeto de extensão, ele terá que ter um produto final. Esse produto final será oficinas em escolas de cada um dos municípios estudados para fomentar a cidadania financeira. As ações serão desenvolvidas em uma escola de cada município analisado, para trabalhar a questão da economia financeira” - afirmou Bruno.
           
Além do Prof. Bruno Thiago Tomio, do curso de Ciências Econômicas, também fazem parte do projeto o Prof. Jamis Piazza, do mesmo curso, o Prof. Georges Cherry Rodrigues, do curso de Matemática, além dos bolsistas Maria Carolina Damm e Ricardo Rafael Rahn, dos cursos de Ciências Econômicas  e Matemática, respectivamente. 

Para mais enformações acesse: http://bit.do/cidadaniafinanceira

Fonte: Elaboração do projeto de extensão Cidadania Financeira no Vale do Itajaí da Universidade de Blumenau (FURB)


sexta-feira, 2 de junho de 2017

A política regional brasileira em (na) crise: análise dos instrumentos explícitos

Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional

A Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional [RBDR], de periodicidade quadrimestral, passou a ser editada a partir do outono de 2013 pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional [PPGDR], da Universidade Regional de Blumenau [FURB]. 


Confira um dos artigos:



A política regional brasileira em (na) crise: análise dos instrumentos explícitos
Rodrigo Portugal, Sergio Felipe Melo da Silva, Kleber Antonio da Costa Mourão, Rafael de Almeida Ramos

Resumo

O objetivo do artigo é saber como os três instrumentos explícitos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) – Fundos Constitucionais de Financiamento, Fundos de Desenvolvimento Regional e Incentivos Fiscais – se comportam em momentos de crise econômica, como a que eclodiu em 2008. A hipótese é que os instrumentos foram afetados no período de 2008 a 2013. Porém, notou-se que os recursos disponibilizados para a PNDR foram pouco afetados devido: a) à financeirização dos fundos constitucionais, que deu sustentabilidade financeira a eles; b) ao caráter orçamentário dos fundos de desenvolvimento; c) às peculiaridades das economias regionais e; d) às mudanças normativas nos incentivos fiscais. Ademais, percebe-se o caráter de instrumento de política econômica que pode ser dado aos fundos e incentivos fiscais em situações de crise. No entanto, os problemas na política são outros, como a concorrência entre os dois fundos, a articulação entre seus objetivos, o público alvo dos financiamentos, os imbróglios na elaboração da PNDR II e a crise nas políticas de desenvolvimento regional desde os anos 1980.

Código JEL | R58; H77; O21.

Palavras-chave

Brasil; crise econômica; instrumentos explícitos; PNDR.

Texto completo:  

02/06 - Oficializado ao IPHAN pedido de registro do kochkäse



Hoje pela manhã, na sede da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), ocorreu uma solenidade que lotou o auditório com autoridades municipais e agricultores do Médio Vale do Itajaí para a entrega do pedido de registro do modo de fazer o queijo Kochkäse à representante do IPHAN/SC (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - autarquia federal vinculada ao Ministério da Cultura ), Regina Santiago.

Desde o ano de 2009, várias instituições da região, incluindo FURB, EPAGRI e Prefeituras do Médio Vale do Itajaí, têm trabalhado com o queijo Kochkäse em várias vertentes. Uma delas diz respeito ao seu modo de fazer tradicional e a intenção de registrá-lo como bem cultural de natureza imaterial junto ao IPHAN, na lógica da preservação e da sustentabilidade dos pequenos agricultores que, desde o início da colonização alemã produz o queijo para seu sustento e fonte de renda.

Leia aqui a matéria publicada dia 25 explicando a iniciativa.

A solenidade

Reitor da FURB, João Natel, ressaltou no seu discurso que esse pedido de registro é importante, histórico, mas é um primeiro passo. E que na conversa com pesquisadores da FURB, como a professora Marilda Rosa Galvão Checcucci Gonçalves da Silva, soube que será buscado depois o registro da indicação geográfica do queijo.

Natel fez questão de enfatizar o envolvimento da FURB com a questão da preservação da herança cultural do Vale do Itajaí, e anunciou que estão passando por estudos a criação de dois cursos na Universidade que vem nessa linha: uma graduação em Dança, com temática predominante na Dança Alemã e sua inserção nas escolas da região; e um curso de Agronomia, no campus de Timbó, em parceria com a Prefeitura.

Na sua fala, antes de receber os seis volumes, com três mil páginas, oficializando o pedido de registro do modo de fazer o queijo Kochkäse, a representante do IPHAN/SC, Regina Santiago, disse que a análise do processo está em andamento em Florianópolis desde dezembro, quando foi entregue uma documentação prévia, e que não há data para sua conclusão.

Impressionou Santiago a rica e sólida fundamentação do projeto e a grande mobilização de entidades, como a FURB, agricultores, prefeituras, Epagri, AMMVI,  associações de clubes de caça e tiro, e a comunidade regional, ação necessária para fazer avançar o pedido de registro, que é uma política cultural. Para ela, está demonstrado o efetivo envolvimento coletivo e a luta pela sustentabilidade da produção do kochkäse pelas famílias do meio rural, como herança da colonização alemã. “Que no futuro, aqui e em todo País, se possa ter conhecimento e experimentação do que aqui é produzido como gastronomia de tradição alemã”, afirmou.

O presidente da AMMVI, José Luís Colombi, ex-agricultor, enfatizou a necessidade de se refazer leis e buscar a abertura de diálogo e maior sensibilidade dos técnicos da vigilancia sanitária com os pequenos agricultores, cerceados na produção do kockkäse, "feito com tanto carinho sem poder ser comercializado". Do jeito que está, a produção e tradição podem ser extintos, e seremos cobrados pelos nossos netos, porque ninguem vai ter estímulo para continuar produzindo o que pode ser retido na rua pelas autoridades".







Fonte: www.furb.br

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Site do SIGAD foi atualizado


Link:  www.furb.br/sigad

30/05 - Professoras da FURB participam do ENANPUR


Três professoras representando o Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Regional de Blumenau (FURB) representaram a Instituição no XVII Encontro Nacional da ANPUR – o maior evento sobre estudos urbanos no país, que ocorreu nos dias 22 a 26 de maio, em São Paulo.

As representantes da FURB participaram da sessão temática “Meio Ambiente e Políticas Públicas” com o artigo “Resiliência Urbana: o Plano de Reconstrução Sustentável de Constitución e a Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí”, das professoras Dra. Rafaela Vieira e Me. Giane Roberta Jansen, e com o artigo “Mudanças Climáticas e Desastres Naturais em Santa Catarina: Impactos Socioterritoriais e Avaliação das Políticas Públicas”, da Profª Dra. Cláudia Siebert (professora aposentada, que atuou ativamente na consolidação do Curso de Arquitetura e Urbanismo da FURB).

Neste ano, o evento teve como tema principal “Desenvolvimento, crise e resistência: Quais os caminhos do Planejamento Urbano e Regional?” e busca ser um fórum de debate científico-acadêmico na área dos estudos urbanos e regionais de forma a aprofundar a discussão acerca das questões relacionadas ao atual momento político, econômico e social do Brasil.

A palestra de abertura foi conduzida pelo professor Jaime Osorio que abordou o tema ““Crisis económica, crisis política y lucha de clases en América Latina.” Osorio é Professor da Universidad Autónoma Metropolitana – Xochimilco (UAM-X) e da pós-graduação em Estudos Latino-Americanos da Universidad Nacional Autónoma de México (Unam). Um dos principais discípulos de Ruy Mauro Marini, foi pesquisador do Centro de Estudios Socioeconómicos da Universidad de Chile durante o governo de Salvador Allende. Após o golpe de 1973, exilou-se no México, onde vive até hoje


Os anais estão disponíveis no site do evento:  http://anpur.org.br/xviienanpur/principal/?page_id=1360

Fonte: https://goo.gl/QByhuJ

terça-feira, 30 de maio de 2017

Hospitais têm 180 dias para incorporar remédio contra HIV

                                                                    Arquivo/Agência Brasil

      No primeiro ano de implantação, cerca de 7 mil pessoas da população-chave, devem ser beneficiadas

Os hospitais e postos do Sistema Único de Saúde (SUS) têm seis meses para incorporar o medicamento de prevenção do HIV, a chamada Profilaxia Pré-Exposição (PrEp). A medida foi publicada nesta segunda-feira (29) no Diário Oficial da União (DOU).

Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública. Inicialmente, a estratégia será implantada em 12 cidades e será expandida para todo o País. O investimento inicial do Ministério da Saúde será de U$ 1,9 milhão na aquisição de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender à demanda pelo período de um ano.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também liberou o registro para o uso do medicamento na pré-exposição. As primeiras cidades a oferecer o medicamento serão: Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto.

Recomendações

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2012, a oferta da pré-exposição para casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais), consideradas populações-chaves.

No primeiro ano de implantação da PrEP, cerca de 7 mil pessoas que fazem parte das populações-chaves devem ser beneficiadas. O fato de fazer parte desses grupos não é o único critério para indicação da PrEP. Para utilizar a medicação, será necessária uma avaliação da vulnerabilidade do paciente, de acordo com o comportamento sexual e outros contextos de vida.

“Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, destacou a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken.

A PrEP é de uso contínuo, ou seja, o usuário precisa tomar o comprimido diariamente para ficar protegido do HIV, sendo que a proteção se inicia a partir do 7º dia para exposição por relação anal e a partir do 20º dia para exposição por relação vaginal. É importante destacar que a PrEP só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Isso porque a PrEP pode causar resistência ao tratamento.

Prevenção combinada

A PrEP insere-se como uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas como forma de potencializar a proteção contra o HIV. A prevenção combinada inclui: testagem regular; profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP); teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus; redução de danos para uso de drogas; testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais; uso de preservativo masculino e feminino; além do tratamento para todas as pessoas.

As evidências científicas demostram que o uso pode reduzir o risco de infecção pelo HIV em mais de 90%, uma vez que sua eficácia está diretamente relacionada à adesão. No entanto, a PrEP não substitui o uso do preservativo, uma vez que a proteção não é de 100%. Além disso, a camisinha é a forma mais efetiva de proteção contra as outras DSTs, como sífilis, gonorreia, hepatites B e C, por exemplo, que não são evitadas por meio da profilaxia pré-exposição.

HIV no Brasil

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids no País. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, sendo que 260 mil já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas não sabem que têm o vírus.

A Aids no Brasil é considerada estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 40 mil casos novos ao ano. Desde o surgimento da Aids, o País vem tomando posição de vanguarda na oferta de tratamento e assistência às pessoas que vivem com o vírus, no âmbito do SUS. O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a oferecer o acesso ao tratamento de forma integral e universal desde meados dos anos 1990.

De janeiro a outubro do ano passado, 34 mil novas pessoas com HIV e Aids entraram em tratamento pelo SUS. Atualmente, são 498 mil pessoas em tratamento segundo dados de dezembro de 2016.


Fonte:Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

Edital de seleção de bolsista PNPD do PPGDR da FURB. Últimos dias de inscrição


EDITAL Nº 001/2017 SELEÇÃO DE BOLSISTA PNPD/CAPES A Universidade Regional de Blumenau, por meio do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional - PPGDR, torna público o Edital Nº.001/2017 – Seleção para bolsista de Pós-Doutoramento no Programa Nacional de Pós-doutorado – PNPD / CAPES.

Para mais informações acesse o link: https://goo.gl/euIqRr

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Consumidor consciente conhece os impactos do turismo na sociedade e no meio ambiente

                                               Foto(google Imagem)
Turismo

Estamos no Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU).Neste ano, a ONU convoca a fazer esforços para que o turismo tenha um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.Governo, empresas e sociedade devem se empenhar para que as atividades turísticas promovam, a valorização cultural e a diversidade, além de reduzir a pobreza e o desemprego. O turismo possibilita movimentar a economia de uma região, já que os visitantes se hospedam, se alimentam, fazem alguma atividade de lazer ou negócios – enfim, consomem produtos e serviços.

Por isso, praticar turismo ecológico não se limita a escolher um destino de natureza. Exige um comportamento respeitoso e responsável. O consumidor consciente sabe disso e procura fazer escolhas que deixem um impacto positivo na comunidade local e na natureza.

Veja as nossas dicas de turismo consciente e aproveite o seu destino sem prejudicar a região visitada:

Respeite a cultura e as comunidades locais

Mais do que conhecer um destino e suas belezas, você pode ter o prazer de conhecer as pessoas que moram lá. Respeite sempre a cultura regional – aproveite para conhecer as diferenças e ouvir histórias que poderão ser lembradas quando você voltar para casa. Procure um guia local ou o ponto de turismo regional para se informar sobre as atrações e valorize o patrimônio regional.

Prefira os alimentos e pratos da época e regionais

Quando o visitante escolhe alimentos da região que visita, e da época, está optando por um consumo com menos impacto, já que são exigidos menos recursos como agroquímicos  em sua produção e eles são transportados por distâncias mais curtas, emitindo menos gases de efeito estufa. Esses alimentos regionais geralmente são ingredientes dos pratos típicos da região, que são uma aventura para o paladar dos visitantes.

Atenção na hora de comprar as lembrancinhas

Neste pequeno gesto de consumo, de comprar um objeto como lembrança, o turista consciente pode valorizar o trabalho de artesãos locais, que mantêm a cultura regional viva e usam o dinheiro em benefício de suas famílias. Por outro lado, fique atento ao material usado e não compre um souvenir que possa ter causado dano à natureza, como a destruição de recifes de corais, importantes para o equilíbrio da vida marítima, por exemplo.

Não deixe nada no caminho

Atenção aos resíduos que você gera quando visita um local – eles são de sua responsabilidade. Se for necessário gerá-los, destine corretamente e, de preferência, separe aqueles que podem ser reciclados. Se estiver em uma trilha, praia ou outro lugar onde não houver coleta de lixo, leve um saquinho para carregar os seus resíduos e destiná-los a um local correto, sem poluir o meio ambiente – se possível, ajude a recolher o lixo que descartaram inadequadamente.

Não retire nada no caminho

Ao fazer passeios em áreas ambientais, não recolha plantas e animais, pois isso pode prejudicar o ecossistema. A melhor recordação que você pode ter é uma linda foto, além de boas histórias para contar.

Evite o descartável

Procure levar com você o seu recipiente reutilizável para beber água ao invés de comprar água em garrafas plásticas. Leve consigo também uma sacola durável para evitar o consumo das descartáveis quando fizer compras.

Mala na medida certa

Na hora de preparar a mala, seja seletivo. Você não precisa levar sua casa inteira com você. Escolha roupas versáteis, que combinem facilmente entre si e sirvam para diversas situações. Isso facilita o deslocamento e pode ajudar a diminuir os gastos com combustível no transporte e com energia na lavagem.

Sem desperdício de água ou energia

Não desperdice água ou energia no hotel, pousada ou outro local onde estiver hospedado. Lembre-se que a água é um bem precioso e que a produção de energia sempre tem um impacto no meio ambiente. Evitar a troca desnecessária de roupa de cama e toalhas também ajuda a não desperdiçar água e energia. Ao sair do ambiente, não esqueça de desligar a luz e o ar condicionado, e de tirar os equipamentos da tomada.

Desloque-se com consciência

Sempre que possível, tente fazer os seus passeios a pé ou de bicicleta, pois desta forma não há emissões de gases de efeito estufa, causadores das Mudanças Climáticas – além de ser um exercício físico agradável. Planeje o roteiro de viagem de forma a não gastar combustível à toa. Deixe os veículos motorizados para trechos mais longos, dando preferência ao transporte público sempre que possível.


Fonte: https://goo.gl/wXtVxw, com informações da akatu

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Livro Novos Talentos PROCESSOS DE EDUCAÇÃO PARA O ECODESENVOLVIMENTO


A obra NOVOS TALENTOS: processos de educação para o ecodesenvolvimento, editada pelos professore Cristiane Mansur de Moraes Sousa , Carlos Alberto Cioce Sampaio, Liliane Cristine Schlemer Alcântara e Alan Ripoll, apresentam reflexões e práticas desenvolvidas por docentes, pesquisadores e extensionista que atuam em programa de pós-graduação enquadrados nos comitês de área do planejamento urbano e regional, das ciências ambientais e interdisciplinas.  

Dividido em três partes - "Fundamentos da educação para o ecodesenvolvimento", "Programas de extensão em educação para o ecodesenvolvimento" e " A experiencia do rio sagrado em educação para o ecodesenvolvimento" - o livro reforça o comprometimento da comunidade acadêmica com a inserção social da universidade no processo de geração e divulgação do conhecimento, nas áreas de maior demanda.

Este material é recomendado a professores, pesquisadores, estudante ativistas socioambientais, membros comunitários e simpatizantes da chamada educação para ecodesenvolvimento, que acreditam em uma mudança social por intermédio da educação ecossocioformadora.

Trata-se do "primeiro ato" do que se espera da trajetória completa do projeto Novos Talentos: processos de educação para o ecodesenvolvimento sendo este passo inicial, de carácter mais teórico, e o "segundo ato", de ordem mais prática, embora ambos sejam interdependentes. O segundo livro , por sua vez, trará um relato descritivo-avaliativo das experiências de educação para o ecodesenvolvimento realizadas a partir de escolas de educação básica, dando continuidade e aprofundamento a esta coletânea.



Este livro foi lançado ano passado pela 3º SEDRES, Quem quiser adquirir um exemplar  está disponível na EdiFurb e na secretaria do PPGDR.

O Programa Bolsa Família e os povos indígenas da Amazônia: inserção social precarizada?


Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional

A Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional [RBDR], de periodicidade quadrimestral, passou a ser editada a partir do outono de 2013 pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional [PPGDR], da Universidade Regional de Blumenau [FURB].

Confira um dos artigos:

O Programa Bolsa Família e os povos indígenas da Amazônia: inserção social precarizada?

Joelma Ferreira Franzini, Elder Andrade de Paula


Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar, no contexto amazônico, o Programa Bolsa Família (PBF), junto aos povos indígenas do Acre. Procuramos indagar se as ações dessa política estão pautadas em um tipo de inserção social precarizada e assistencialista. Nessa perspectiva, consideramos as consequências dos deslocamentos atípicos desses povos para os núcleos urbanos para sacar os seus benefícios. A análise está referenciada nos dados de uma pesquisa para fins de Mestrado, concluído em 2016. Trata-se de um estudo baseado no método histórico-dialético. Como procedimentos metodológicos, realizamos uma revisão bibliográfica, o exame de fontes documentais, observação e entrevistas semiestruturadas. Priorizamos uma análise qualitativa. Nas conclusões mostramos que as repercussões dessa política tende a erodir a territorialidade desses povos, fomentando uma inserção precarizada, seja em seus próprios territórios e ou nas periferias urbanas.

Código JEL | I38; O18; R13.


Palavras-chave

Acre; inserção social precarizada; povos indígenas da Amazônia; Programa Bolsa Família.


Clique aqui  para acessar o artigo completo

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Tribunal do Espírito Santo (TJ-ES) aposta em campanha incomum para promover adoção de crianças mais velhas


Campanha "Esperando por você" quer estimular adoção tardia. Na foto, os irmãos Rian e Ícaro, de 11 e 10 anos Tribunal de Justiça do Espírito Santo/ Divulgação

Os irmãos capixabas Rian e Ícaro, de 11 e 10 anos, respectivamente, contam em um vídeo divulgado na internet que gostam de jogar bola, soltar pipa, andar de bicicleta e skate. Os meninos fazem parte de um grupo de 140 crianças e adolescentes acolhidos em abrigos que estão aptos para adoção no Espírito Santo. O número é pequeno diante do total de casais habilitados para adoção: 855 no estado. Nesta quinta-feira (25), é lembrado o Dia Nacional da Adoção.

A história de Rian e Ícaro é um retrato do descompasso dos números da adoção no Brasil. Dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) apontam que existem 7.626 crianças e jovens disponíveis e 39.711 brasileiros interessados em adotar. Ao contrário de outros países, o sistema brasileiro permite que as famílias adotantes escolham o perfil da criança desejada. Segundo o levantamento, 80,82% buscam crianças de até 5 anos, enquanto menos de um quarto (24,6 %) das crianças aptas da adoção está nesta faixa etária.

Na tentativa de equilibrar esse cenário e reverter histórias de crianças maiores de 8 anos, aquelas com irmãos ou as que têm alguma condição especial de saúde, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES) realiza a campanha “Esperando por você”. A medida busca estimular a adoção tardia e apresenta, por meio de vídeos e fotos, as crianças que aguardam uma família. Apesar de inicialmente parecer incomum, por expor a imagem das crianças, a campanha já colhe bons resultados.

"A gente ora pedindo uma família, para que possa dar tudo certo. E também espero que eu possa ser adotado, eu e meu irmão. Que uma pessoa boa possa vir nos pegar, nos levar, nos tratar com carinho. Que a gente possa respeitá-la, a casa dela. Não importa onde ela vai morar, pelo menos eu vou ter uma família", conta Ícaro em um dos vídeos da campanha.

Segundo o TJ-ES, todas as crianças concordaram em participar do projeto, e o uso de imagem foi autorizado pelos magistrados responsáveis, coordenadores dos abrigos e guardiões legais. A campanha foi inspirada em casos de sucessos semelhantes obtidos nos Estados Unidos, Russia, Bielorrússia.

Segundo o psicólogo da Corregedoria-Geral de Justiça do estado, Helerson Elias Silva, a ideia nasceu da necessidade do acolhimento de crianças que estão crescendo em abrigos sem pretensão de adoção. Segundo ele, que também é um dos coordenadores da campanha, a ação já tem apresentado retorno positivo.

“O que estamos colhendo é muito mais do que esperávamos. Um adolescente de 16 anos pediu para participar da campanha e nos disse: 'É uma chance que eu tenho, eu quero ter uma família'. Em uma semana já recebeu pretendente interessado”, conta.

A campanha do TJ-ES teve alcance nacional e, até o momento, recebeu mais de 200 e-mails de potenciais adotantes. Em um caso específico, há registro de 60 pessoas interessadas em apenas uma única criança.

“Essa criança [por meio dos processos legais] já buscou uma família em todos os cadastros e ninguém se interessou. A barreira acontece pelo preconceito, que vem da falta de conhecimento. Com a campanha, estamos levando essas crianças para ajudar a quebrar uma barreira inicial. Socialmente, tem essa coisa de que criança um pouco maior não vai obedecer. Mas elas estão tão ávidas para serem adotadas, vemos como elas colaboram. Essa criança pode completar uma família e dar muito amor. Estão prontas para adoção, enquanto a criança menor tem uma fila que demanda muito mais tempo”, explica Silva.

Adoção Tardia
Insegurança e medos são sentimentos frequentes entre os interessados em adotar quando o assunto é acolher uma criança acima de 2 anos. Segundo a psicóloga Sanmya Salomão, coordenadora do grupo de adoção tardia da Organização Não Governamental (ONG) Aconchego, em Brasília, desconstruir o tabu é a maior barreira.

“O mito de que a adoção de um bebê é facilitada por crescer dentro da família é muito grande. Nós temos que trabalhar com a ideia de filiação, que insere a aceitação mesmo daquela criança já vem com uma história”, afirma a psicóloga.

Na adoção tardia, a criança traz a bagagem de um período de desamparo. Ela não vivenciou situações imprescindíveis para seu desenvolvimento. Por isso, pode apresentar dificuldades de fala e cognitivas, resultado de privação afetiva, explica Sanmya Salomão.

“O que cabe a essa família é reconstruir com essa criança um caminho para o desenvolvimento mais pleno. Requer, por parte da criança, uma abertura para essa transformação. Os pais vêm com muitos tabus de que a criança pode ter um desvio de caráter, algum transtorno. Mas o mais difícil é o próprio tabu”.

O economista Flávio Santiago é pai adotivo de Maria*, de 7 anos. Após três meses de preparação, ele e a mulher adotaram a criança. Ele conta a ansiedade e alegria diárias de sair do trabalho e encontrar a filha, que o espera para brincar.

“O início foi muito difícil, de adaptação. A criança tinha que vencer o medo, todas as inexperiências que uma pessoa tem. Além de estar em uma casa diferente, uma outra família. E nós, do outro lado, também achando que seria tudo mil maravilhas. Não foi porque ela com 6 anos já veio com uma experiência de vida própria e nós também e precisamos fazer esse vínculo se encaixar”, disse.

Para ajudar na adaptação, os pais participam do grupo de apoio conduzido pela psicóloga Sanmya, que atende mais 30 famílias em reuniões mensais. “A primeira coisa é que a gente não pode idealizar o filho dos nossos sonhos, porque a gente acaba caindo no erro que até pais de filhos biológicos caem. No caso da adoção tardia, o primeiro ponto é respeitar a criança, que já vem com uma história de vida pronta. Não idealizar porque eles já têm um período de vida em que nós não estávamos presentes”, descreve Santiago.

Para o economista, o caminho da adoção tardia tem sido “gratificante”. “As pessoas têm que ter consciência que vão ter que se doar. É uma vida que está contigo agora. A satisfação que você tem de ver uma criança começar a ler, aprender a fazer contas, de se comportar como você ensina, a te tratar com carinho. A caminhada é muito difícil, mas a recompensa é ainda maior”.

Veja o Vídeo dos irmãos Rian e Ícaro https://www.youtube.com/watch?v=sMP1POcrXa4

Brasil e Alemanha firmam acordo para apoiar projetos em comunidades indígenas


Uma das propostas tem como objetivo fortalecer as instâncias de governança da Politica Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI)


A Fundação Nacional do Índio (Funai) está negociando acordos de cooperação técnica e financeira com a Alemanha. O presidente interino da instituição, Franklimberg Ribeiro de Freitas, diz que os acordos vão ao encontro dos interesses da Funai e poderão apoiar projetos em todas as comunidades indígenas do Brasil.

Um dos acordos tem como objetivo fortalecer as instâncias de governança da Politica Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI). Esse acordo deve ser estabelecido entre a Funai e a Agência Alemã de Cooperação Internacional – GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit).

A outra iniciativa trata de cooperação financeira com o Banco Alemão de Desenvolvimento – KfW Entwicklungsbank/BMZ, que apoiará projetos relacionados a outros eixos, como vigilância e fiscalização; proteção de índios isolados e de recente contato; apoio a cadeias produtivas, incluindo o desenvolvimento do Etnoturismo; recuperação de áreas degradadas, entre outros.

"Precisamos dar apoio aos nossos indígenas para que eles tenham melhores condições de vida, dentro daquilo que eles querem", afirmou o presidente, alertando que para cada grupo étnico deverão ser desenvolvidos projetos diferenciados, respeitando suas culturas, costumes e tradições.

Os acordos estão em tratativas finais junto à Agencia Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores.


Fonte: https://goo.gl/ZgD9f2 com informações da  Funai

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Alunos do PPGDR apresentam trabalho no XI Encontro de Economia Catarinense


Foi realizada nos dias 11 e 12 de maio a 11ª edição do Encontro de Economia Catarinense (EEC), tendo como sede a Universidade do Contestado (UnC), no município de Curitibanos. 
Durante os dois dias, o evento contou com mais de 100 trabalhos, distribuídos em dez áreas temáticas e apresentados em 22 mesas. O PPGDR/FURB foi representado pelos seguintes trabalhos:

AS INICIATIVAS DE ECONOMIA SOLIDÁRIA PRESENTES EM SANTA CATARINA: ANÁLISE DA MICRORREGIÃO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ Cris Palma (UNIDAVI) Tatiane Viega Vargas (FURB/ UNIDAVI), Anielle Gonçalves de Oliveira (UNIDAVI)
PROGRAMAS GOVERNAMENTAIS E MANUTENÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR: O TERRITÓRIO RURAL DO ALTO VALE DO ITAJAÍ
Andrei Stock (FURB), Simone Caroline Piontkewicz (FURB)

NÚCLEOS DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DOS INSTITUTOS FEDERAIS: UMA TENTATIVA DE APROXIMAR PRODUTOR E USUÁRIO DO CONHECIMENTO Roni Francisco Pichetti (FURB), Ivo Marcos Theis (FURB)

Além desses, a FURB (Departamento de Economia e PPGCC/FURB, respectivamente) contou com outros dois trabalhos:

DETERMINANTES DA MORTALIDADE DE EMPRESAS EM SANTA CATARINA: O PAPEL DA INADIMPLÊNCIA Bruno Thiago Tomio (FURB), Johnny William Monteiro (FURB), Franklin Carlos Zummach (FURB)
EVIDENCIAÇÃO DE RISCOS E A RELAÇÃO COM A GOVERNANÇA CORPORATIVA EM CONCESSIONÁRIAS DE RODOVIAS BRASILEIRAS Claudiane Michaltchuk Granemann (UnC), Marcia Zanievicz da Silva (FURB), Dalana Fischer (FURB)


Para ter acesso a pagina do evento clique: https://goo.gl/ji4rBE



Processo seletivo do curso de Doutorado em Desenvolvimento Regional (FURB)


Inscrições: 01/06/2017 a 31/07/2017


Para mais informações acesse o link: https://goo.gl/MBKM5C