terça-feira, 22 de agosto de 2017

Municípios brasileiros ainda destinam seus resíduos de maneira imprópria

Foto: Ecoloop

Cerca de 3.326 municípios brasileiros destinam seus resíduos de maneira imprópria. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, de 2015, realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE), são gerados anualmente um total de 79,9 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos, sendo 72,5 milhões coletados e 7,3 milhões sem coleta. 

Do total de resíduos coletados, 30 milhões de toneladas foram levados à uma destinação não adequada, apenas 58,7% foram para aterros sanitários.

São gerados anualmente um total de 79,9 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos, sendo 72,5 milhões coletados e 7,3 milhões sem coleta.

Em 2015, as regiões Norte e Nordeste contavam com 80% de cobertura no atendimento de coletas. Este percentual de cobertura era de 90% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os 450 municípios da região Norte geraram, diariamente, 15.745 toneladas de resíduos urbanos; 64,2% dos resíduos que foram coletados não tiveram destinação apropriada. Entre 2014 e 2015, observou-se no Brasil um aumento de 1,7% no total de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). Cerca de 82 milhões de toneladas de resíduos são deixados, diariamente, em unidades inadequadas. Além disso, existem também os Resíduos de Construção e Demolição que somam mais de 122 mil toneladas geradas por dia.

Em 2015, 88,8% dos brasileiros têm acesso à coleta de resíduos, de acordo com os indicadores do Portal Longevidade & Produtividade. O Maranhão teve o menor percentual de moradores com acesso a esse serviço: 57,02%. O melhor estado foi São Paulo com 99% de sua população com acesso a coleta de resíduos.

Quer saber mais sobre o acesso à coleta de resíduos no seu estado, na sua cidade? Acesse Portal Longevidade & Produtividade.

O estudo Estimativa dos Custos para Viabilizar a Universalização da Destinação Adequada de Resíduos Sólidos no Brasil, da ABRELPE, aponta que o investimento necessário para universalizar até 2031 o serviço de tratamento e destinação final adequada era de $ 11,6 bilhões em 2015. Para tal, devem ser investidos $ 15,59 bilhões/ano para custear a operação e a manutenção das construções necessárias. O estudo revela, ainda, que com o ritmo atual de investimentos a universalização está distante de ser alcançada.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lançada desde 2010, instituiu que a responsabilidade pelo ciclo de vida do produto seja compartilhada. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), a aprovação da PNRS deu qualidade e um novo rumo ao tema, apresentando como uma alternativa a eliminação e recuperação de lixões que comprometem a qualidade de vida dos habitantes do país. Vale lembrar que uma boa gestão impacta positivamente no setor social, ambiental e econômico do país. Todos ganham!

Boa Prática
Foto: Cultura Mix

Processos de coleta seletiva e reciclagem são exemplos de boas práticas. A coleta seletiva acontece de maneira informal na maioria dos municípios brasileiros. É feita por catadores individuais ou organizados em cooperativas, que fazem a separação correta e encaminham para empresas de reciclagem.

O Compromisso Empresarial Para Reciclagem (CEMPRE) informa que apenas 15% dos brasileiros tem acesso a coleta seletiva, o que equivale à 18% dos municípios.

O Instituto Paranaense de Reciclagem (INPAR), inaugurado em julho de 2017, com apoio da FIEP e, em parceria, com os sindicatos do setor alimentício: Sincabima, Sindicarne, Sindiavipar, Sinduscafé, Sinditrigo e Sipcep. Sua regulamentação idealiza que, após o consumo dos produtos, comerciantes, consumidores e fabricantes se responsabilizem pelos resíduos gerados.

O presidente do INPAR, Sr. Rommel Barion, afirma que “O instituto tem como propósito promover a adequação das empresas do setor de alimentos à Política Nacional de Resíduos Sólidos, a fim de minimizar os impactos de suas atividades ao meio ambiente”. O Instituto poderá oferecer soluções para que os produtos e respectivas embalagens tenham uma destinação adequada após o consumo.


Fonte: http://www.portalodm.com.br

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Estudo diz que 4 milhões de brasileiros voltaram à pobreza

Pouco mais de 4,1 milhões de brasileiros entraram na faixa de pobreza no País em 2015, sendo que 1,4 milhão deles voltaram para a extrema pobreza no mesmo ano, informou o relatório "Radar IDHM 2015" nesta segunda-feira (14).

Foto: Agencia Brasil

O relatório foi elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Fundação João Pinheiro divulgado.

Segundo o estudo, a faixa de pobreza concentra "pessoas com renda domiciliar per capita inferior a um quarto de salário mínimo, de agosto de 2010". Já na extrema pobreza estão as pessoas com "renda domiciliar per capita inferior a R$ 70 em agosto de 2010".

"Os dados trazidos pelas PNADs mostram que houve redução na renda per capita da população brasileira (passando de R$ 803,36 em 2014 para R$ 746,84 em 2015) e ingresso de 4,1 milhões de pessoas na pobreza sendo que, deste total, 1,4 milhão de pessoas ingressaram na extrema pobreza. Esses dados alertam para a necessidade das políticas públicas voltadas ao crescimento do emprego e da renda, sem deixar de lado o combate à desigualdade", informa ainda o documento.

Veja também no Portal ODM os indicadores de fome e pobreza do seu município.
O texto ainda ressalta que o "Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Brasil parou de crescer em 2015, mas ainda permanece na faixa de alto desenvolvimento humano, com 0,761".

Entre os motivos apontados pelos índices piores é o fato da crise econômica ter atingido fortemente a população naquele ano.

"O estudo analisa três dimensões - Longevidade, Educação e Renda - e constata que 'a taxa média de crescimento anual do IDHM entre 2011 e 2015 foi de 0,8%, inferior à observada entre 2000 e 2010, que foi de 1,7%'".

O Radar IDHM usa informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).


Patente: Método para monitoramento de enchentes em tempo real por meio de veículo Aéreo não tripulado


Proponentes: Marcos Antônio Mattedi, Leandro Ludwig, Maiko Rafael Spiess, Eduardo Augusto Werneck Ribeiro.

Titulo de Invenção ou modelo de utilidade (54)

Patente: Método para monitoramento de enchentes em tempo real por meio de veículo Aéreo não tripulado

Resumo:

A presente invenção conjuga em apenas um sistema as funções de aquisição, processamento e fornecimento de informação para gestão de impactos de enchentes de forma mais rápida, robusta e integrada. São obtidos dados do território por meio de veiculo aéreo  não tripulado, que realiza uma sequência intervalada de voos no tempo. Estes dados são processados, resultados em uma simulação, que constitui uma projeção de cenário de enchente em tempo real, gerando informações que são disponibilizadas para subsidiar o processo de tomada de decisão em situação de emergência.

Trata-se da primeira patente da área de Ciências Humana da FURB.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Localização e tipo de moradia na política habitacional de Buenos Aires

Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional

A  Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional [RBDR], de periodicidade quadrimestral, passou a ser editada a partir do outono de 2013 pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional [PPGDR], da Universidade Regional de Blumenau [FURB].


Confira um dos artigos:

Localização e tipo de moradia na política habitacional de Buenos Aires

María Mercedes Di Virgilio, María Carla Rodríguez, Tomas Raspall, Soledad Arqueros Mejica, Florencia Rodríguez, Pablo Vitale, Cecilia Zapata


Resumo



Desde 2003 a Argentina ingressou em um processo de recuperação econômica gradual, com impactos positivos sobre os salários e os níveis de emprego. Na cidade de Buenos Aires, a construção civil estava entre as atividades mais dinâmicas, experimentando a construção residencial um crescimento sem precedentes. No entanto, a situação da habitação dos agregados familiares não melhorou. Este artigo descreve a concepção e implementação de políticas habitacionais desde 2003 com base na análise de intervenções na Cidade de Buenos Aires em diferentes bairros populares: Villa 31, Villa 19, o assentamento Rodrigo Bueno e os conjuntos habitacionais em Lugano e La Boca. Para tanto, caracterizam-se a dinâmica demográfica e a evolução do déficit habitacional na cidade, analisam-se as políticas implementadas sobre diferentes tipos de habitação popular e se discute seu impacto no território.
Código JEL | O18; P16; R21.

Palavras-chave


Buenos Aires; habitação; habitação social; política habitacional; política urbana.

Texto completo:


UNIVERSIDADE ABERTA Ciência e Cultura em debate


A proposta da Universidade Aberta é criar um espaço de encontro, de diálogo interdisciplinar e de reflexão, de discussão e debate de ideias, direcionado a alunos de todos os cursos, toda a comunidade acadêmica e também à comunidade externa.

Aqui na Universidade acontecem tantas coisas que, muitas vezes, a própria comunidade acadêmica não sabe o que o colega está realizando de projetos de ensino, pesquisa e extensão. A Universidade Aberta é uma oportunidade para socializar estas atividades e os conhecimentos gerados, inclusive com o público externo.

Estão sendo realizados eventos mensais, entre conferências, mesas-redondas e debates, com a participação de docentes e alunos da FURB e de personalidades convidadas. A coordenação do programa está a cargo da PROPEX - Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Cultura da FURB, apoiado pelo grupo idealizador do programa.


» Veja a programação 2017

Contato
PROPEX - Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Extensão e Cultura
Pró-Reitor: prof. Dr. Alexander Christian Vibrans
propex@furb.br



Fonte: http://www.furb.br

terça-feira, 15 de agosto de 2017

OPAS lança nova iniciativa para eliminar a transmissão materno-infantil de quatro doenças

Para acabar com a transmissão de mãe para filho de quatro doenças até 2020, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou o Marco para a Eliminação da Transmissão Materno-Infantil do HIV, Sífilis, Hepatite e doença de Chagas. Foto: Flickr/Etolane (cc)

Todos os anos, estima-se que 2,1 mil crianças na América Latina e no Caribe nasçam com HIV ou o contraiam de suas mães; 22,4 mil estejam infectadas com sífilis; cerca de 9 mil nasçam com doença de Chagas; e 6 mil contraiam o vírus da hepatite B. Se não forem detectadas e tratadas a tempo, essas infecções podem causar abortos espontâneos, malformações congênitas, problemas neurológicos e cardíacos, cirrose, câncer de fígado e, em alguns casos, até a morte.

Para acabar com a transmissão de mãe para filho dessas quatro doenças até 2020, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou o Marco para a Eliminação da Transmissão Materno-Infantil do HIV, Sífilis, Hepatite e doença de Chagas (EMTCT-PLUS) – acesse em inglês ou em espanhol. Trata-se de um roteiro com estratégias e intervenções que visam às mulheres antes e durante a gravidez, bem como novas mães e seus bebês.

“O novo quadro é uma oportunidade para integrar e redobrar esforços para diagnosticar e tratar mulheres grávidas durante exames pré-natais e prevenir abortos espontâneos, malformações fetais e óbitos por sífilis, além de evitar que crianças sejam infectadas com doenças com graves consequências para a saúde a longo prazo, como HIV, hepatite B ou doença de Chagas”, disse Suzanne Serruya, diretora do Centro Latino-Americano de Perinatologia (CLAP) da OPAS.

Desde 2010, os países da América Latina e do Caribe têm trabalhado para eliminar a transmissão de mãe para filho do HIV e da sífilis como problemas de saúde pública por meio da Estratégia para a Eliminação da Transmissão Materno-Infantil (ETMI) do HIV e da Sífilis Congênita, coordenada pela OPAS. Desde então, os países conseguiram reduzir em 55% as novas infecções em crianças, de 4,7 mil para 2,1 mil entre 2010 e 2015. Durante esse período de cinco anos, evitou-se que quase 28 mil crianças se infectassem com o HIV.

Com base no sucesso dessa iniciativa, a OPAS criou o Marco EMTCT-PLUS, que incorpora uma plataforma já consolidada para acabar com a transmissão de mãe para filho da doença de Chagas e da hepatite B.

Prevenindo a transmissão

Para reduzir ao máximo possível a transmissão materno-infantil dessas quatro doenças, a iniciativa da OPAS propõe a triagem universal de todas as mulheres grávidas, uma política que todos os países da região e do mundo adotaram para o diagnóstico de HIV e sífilis, embora ainda não para doença de Chagas e hepatite B.

A partir de 2016, os 51 países e territórios das Américas incluíram a hepatite B em seus calendários oficiais de vacinação, com uma dose da vacina administrada aos dois, quatro e seis meses de idade. Além disso, 21 países incluíram uma dose da vacina contra a hepatite B para recém-nascidos. Estima-se que a cobertura regional de vacinação para a série de três doses alcança 89% e a cobertura da dose para recém-nascidos é de 75%. O sucesso dos programas de vacinação nas Américas sugere que a eliminação da transmissão perinatal e infantil da hepatite B é viável. No entanto, o acesso deve ser expandido para garantir que a vacina atinja pelo menos 95% das crianças, começando com uma dose para recém-nascidos ainda nas primeiras 24 horas de vida.

Até o momento, a luta contra a doença de Chagas se concentrou no controle vetorial, limpeza ambiental e no controle de sangue para transfusões. No entanto, o próximo passo para eliminá-la como um problema de saúde pública é se concentrar na prevenção da transmissão de mãe para filho, que atualmente representa cerca de um terço das novas infecções. Estima-se que 1,12 milhão de mulheres em idade reprodutiva na região estão infectadas com T. cruzi, o parasita que causa a doença. O Marco EMTCT-PLUS exige que todas as mulheres grávidas sejam examinadas e que os bebês daquelas que são positivas sejam testados e tratados, bem como as mães após o parto.

“Queremos que a próxima geração seja livre não apenas do HIV e da sífilis, mas também da doença de Chagas e da hepatite B”, disse Marcos Espinal, diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde da OPAS. “Temos ferramentas econômicas para evitar que crianças sejam infectadas por suas mães, mas precisamos dessas medidas para alcançar todos os que precisam delas”.


Fonte: https://nacoesunidas.org

10 anos após Declaração, indígenas ainda enfrentam "enormes desafios"

Foto: RedeLivre
Os povos indígenas do mundo ainda enfrentam "enormes desafios" uma década após a adoção da declaração histórica sobre seus direitos, alertou um grupo de especialistas das Nações Unidas e órgãos especializados.

Em comunicado conjunto pouco antes do Dia Internacional dos Povos Indígenas, neste 9 de agosto, o grupo afirmou que os Estados devem transformar palavras em ação para acabar com discriminação, exclusão e falta de proteção ilustradas pela piora na taxa de homicídios de defensores de direitos humanos.

Declaração

De Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a mestre e doutora em Direito Índígena, Sâmia Barbieri, falou à ONU News, sobre a importância da Declaração no Brasil.

"A gente tem que pensar como a gente pode efetivar essa declaração no nosso país. Ela foi importantíssima porque quando existe o reconhecimento do direito indígena no âmbito internacional, isso muda no direito interno do Brasil. O nosso Estado nacional por ratificar e assinar os tratados e convenções de Direitos Humanos sobretudo, essa importantíssima declaração, reconhece e deve portanto, garantir os direitos dos povos indígenas. Não é o que vem ocorrendo. Nesse momento, nós estamos vendo um desfacelamento do pouco que se construiu ao longo desse 10 anos."

O comunicado foi emitido pelos presidentes do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, Mariam Wallet Aboubakrine, e do Mecanismo Especializado da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas, Albert K. Barume, além da relatora especial sobre os direitos dos povos indígenas, Victoria Tauli-Corpuz.

Na nota, os especialistas defendem que a Declaração, adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, é o "mais abrangente instrumento internacional" para os direitos dos povos indígenas e é atualmente um marco de progresso, uma plataforma para reconciliação e uma referência para direitos.

No entanto, uma decada depois, o grupo reconhece que "vastos desafios permanecem". Em muitos casos, eles afirmam que os povos indígenas estão enfrentando violações de direitos e lutas ainda maiores do que há 10 anos.

Discriminação

Segundo o comunicado, povos indígenas ainda sofrem racismo, discriminação e acesso desigual a serviços básicos, como saúde e educação. Quando disponíveis, estatísticas mostram claramente que eles são "deixados para trás" em todas as áreas, enfrentando níveis desproporcionais de pobreza e expectativa de vida mais baixa, por exemplo.

Os especialistas afirmaram que os povos indígenas enfrentam desafios especialmente graves devido à perda de suas terras e direitos sobre recursos, que são os "pilares de sua subsistência e identidades culturais".
Os peritos ressaltaram que as mulheres indígenas enfrentam "discriminação dupla" e são frequentemente excluídas de processos de tomada de decisão e direitos à terra. Muitas sofrem violência.

Violência

O grupo alertou que a piora na situação de direitos humanos dos povos indígenas em todo o mundo é ilustrada pelas "extremas e perigosas condições" de defensores de direitos humanos indígenas, que arriscam até a morte.

Apenas no ano passado, algumas fontes sugerem que 281 defensores de direitos humanos foram mortos em 25 países, mais que o dobro do número de 2014. Metade deles estava trabalhando para defender terras, povos indígenas e direitos ambientais.

Os especialistas da ONU apela aos Estados que protejam defensores de direitos humanos indígenas e defendem que crimes contra eles sejam investigados, processados e os responsáveis levados à justiça.

O grupo também pede aos países que garantam que mulheres indígenas desfrutem plenamente de seus direitos de acordo com a Declaração.

Ação

Eles defender ainda ser hora se reconhecer e fortalecer as formas de governança e representação dos povos indígenas para estabelecer diálogo construtivo e envolvimento com autoridades nacionais e internacionais e o setor privado.

No entanto, os especialistas da ONU ressaltaram que ainda há um longo caminho para que os indígenas desfrutem plenamente de seus direitos humanos, como está na Declaração.

O grupo pediu a todos os Estados que fechem o espaço entre palavras e ações e tomem medidas imediatas para prover igualdade e plenos direitos a todas as pessoas com origens indígenas.


Fonte:  http://www.portalodm.com.br

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Curso online da ONU sobre mudanças climáticas está disponível em português

O curso em português sobre mudanças climáticas é fruto de parceria entre o governo brasileiro, a UNESCO no Brasil e o UN CC: Learn, projeto que envolve mais de 35 agências das Nações Unidas.

A versão em português será lançada em evento da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, na terça-feria (15), às 15h30, no Teatro João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino, São Paulo, SP).
Ilhas Rabi, Fiji. A elevação do nível dos oceanos e as mudanças climáticas são ameaças à existência das ilhas do Pacífico. Foto: OCHA/Danielle Parry

O Programa UN CC: Learn é a maior iniciativa de educação da ONU sobre mudança climática. O curso online introdutório é gratuito, pode ser feito de acordo com a disponibilidade do usuário, e oferece informações claras, concisas e atualizadas para quem pretende saber mais sobre o assunto. Mais de 10 mil pessoas, de vários continentes, já fizeram o curso, que está disponível em cinco línguas. O programa de estudos e informações sobre a iniciativa podem ser acessadas em www.unccelearn.org.

O curso em português é fruto de parceria entre o governo brasileiro, a UNESCO no Brasil e o UN CC: Learn, projeto que envolve mais de 35 agências das Nações Unidas e oferece cursos online sobre mudança climática para atender a demanda por especialistas no assunto. A versão em português do curso será lançada em evento da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, na terça-feria (15), às 15h30, no Teatro João Caetano (Rua Borges Lagoa, 650, Vila Clementino, São Paulo, SP).

“O curso é um grande recurso e estamos muitos felizes em poder promover sua disseminação na sociedade”, disse Renata Maranhão, diretora do Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). “Enquanto o Brasil avança, serão muitos os desafios relacionados à mudança climática e, desta forma, o treinamento é necessário para preparar a sociedade para o futuro”, declarou Felipe Felisbino, coordenador-geral de Educação Ambiental do Ministério de Educação (MEC).

“A educação é transversal e essencial para o cumprimento de todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A mudança climática, tema de um dos ODS, é muito importante e seus processos devem ser compreendidos para que possamos lidar com o assunto. O curso online de mudança climática, traduzido para o português pela UNESCO no Brasil, é uma excelente ferramenta que contribuirá na busca por uma forma mais sustentável de viver”, afirmou Marlova Jovchelovitch Noleto, representante interina da UNESCO no Brasil. Quem finaliza o curso recebe um certificado emitido pela UNITAR, a Agência de Treinamento das Nações Unidas (www.unitar.org), e a tradução do curso para o português possibilita a sua disseminação em países de língua portuguesa.

Angus Mackay, representante do Secretariado do Programa UN CC:Learn, complementa: “esperamos que esse curso em português contribua para uma melhor qualidade dos conhecimentos sobre mudança climática nos países lusófonos e para a formação de profissionais qualificados que atuam na superação dos desafios colocados pela mudança climática”. “O programa UN CC:Learn, em parceria com o escritório da UNESCO no Brasil, disponibilizará outros cursos da plataforma também em português”m disse.

O apoio do setor privado à iniciativa de lançamento do curso em português mostra a importância da agenda de capacitação para a sociedade. Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), afirma que “iniciativas como esta da UNITAR ampliam o acesso e o compartilhamento da inteligência sobre desenvolvimento sustentável”. “E isto é fundamental nesse momento de transição para a economia de baixo carbono. Para transformar uma sociedade é preciso antes transformar as pessoas, o que só é possível por meio do conhecimento. O CEBDS tem orgulho de ser parceiro desta iniciativa e esperamos que nossas publicações sejam úteis nos cursos oferecidos pela plataforma”.

Diversas organizações estão se comprometendo a usar a plataforma UN CC:Learn para treinamento de seus funcionários e agentes interessados. Oskar Metsavaht, fundador e diretor criativo da Osklen, presidente do Instituto-E e embaixador da Boa Vontade da UNESCO, apoia o programa. “Para nós, da Osklen e do Instituto-E, a mudança climática está na ordem do dia, basta ver os extremos que temos presenciado pelo mundo. Por isso, encorajamos todos os nossos funcionários a seguirem esse curso online”.

Sobre UN CC:Learn

O programa UN CC:Learn é uma parceria de mais de 30 organizações multilaterais que apoia países na elaboração e implementação de suas estratégias de combate à mudança climática de forma sistêmica, recorrente e medida por resultados. Em âmbito global, a parceria apoia o compartilhamento de conhecimentos, promove a elaboração de conteúdo sobre mudança climática, e coordena atividades pedagógicas em colaboração com diferentes agências das Nações Unidas e parceiros locais nos países onde atua.

Em âmbito nacional, o programa apoia os países na formulação e implementação de estratégias nacionais de aprendizagem sobre mudança climática. Atuando em âmbito global e local, o programa contribui de forma específica com o Artigo 6 da Convenção das Nações Unidas sobre a mudança do clima, que fala de treinamento, educação e maior capilaridade do conhecimento, bem como ao Programa de Trabalho 2012-2020 firmado em Doha.

O programa UN CC:Learn é financiado pelo governo suíço e por parceiros das Nações Unidas. O secretariado do UN CC:Learn é dirigido pelo Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR). Para mais informações sobre o UN CC:Learn acesse http://www.uncclearn.org/ e veja o vídeo aqui.




[SIGAD] Você Sabia?! Taxa de HIV e AIDS em Blumenau

Cerca de 295 pessoas descobriram ser soropositivas (portadoras do vírus do HIV) em Blumenau até o mês de julho, o dado foi divulgado em uma matéria de capa do Jornal de Santa Catarina que foi publicada em 08/08/2017. A velocidade deste crescimento na região do Vale do Itajaí aproxima-se ao de um país africano nos anos 1990.

 O Ministério da Saúde está apreensivo com o número de infecções da cidade de Blumenau já que, apenas na metade do ano, já apresenta uma taxa de 22,9% maior que a média mensal de 2016.

Os dados de 2012 já mostravam que a taxa de incidência em Santa Catarina é maior que a Nacional e só fica atrás do nosso vizinho Rio Grande do Sul, conforme tabela 1, abaixo.


Conheça a diferença entre HIV e AIDS: O HIV é o vírus que causa a doença AIDS, uma pessoa pode ter o vírus do HIV e nunca desenvolver a doença por exemplo. Quando entra no corpo, o HIV infecta células do sistema imunológico, que quando afetado, aumenta a probabilidade de adquirir doenças.

Na região do Médio Vale, 3 mil pacientes recebem tratamento regular para o HIV. No Brasil, são 830 mil pessoas infectadas; Em Blumenau, no ano de 2015 foram 405 novos casos descobertos, em 2016, 412 novos casos. Até o mês de Julho de 2017, 295 pessoas contraíram o vírus HIV.

Na região de Blumenau, a estimativa é de que, até o final do ano, ainda sejam confirmados 205 novos casos, totalizando 500 soropositivos que descobrirão a doença em 2017.


Fonte: Elaboração projeto SIGAD Furb,  furb.br/sigad

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Reunião do grupo de pesquisa Patrimônio Cultural, Memória, Identidade e Desenvolvimento Regional

Grupo de pesquisa em Patrimônio fez oitiva reunião do ano.

Na última quarta-feira, 09 de agosto, o grupo de pesquisa Patrimônio Cultural, Memória, Identidade e Desenvolvimento Regional fez a sua oitava reunião do ano, abrindo os trabalhos do segundo semestre letivo de 2017. Durante o encontro foram discutidas questões burocráticas do grupo, como a participação no VIII Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional, que ocorrerá na Universidade de Santa Cruz do Sul (RS) no mês de setembro, onde parte dos membros da equipe aprovaram trabalho para apresentação. 

Com a orientação da profª Drª Marilda Checcucci, o grupo discutiu o texto Suportes teóricos e etnográficos sobre conceptos de território, de Béatriz Nates Cruz, publicado na edição número 14, volume 8, da Revista Co-herencia. O artigo trata de temáticas relativas ao Desenvolvimento Regional, como conceitos de território, centro-periferia, lugar e não-lugar etc.

A próxima reunião do grupo ocorrerá em 30 de agosto, às 15h45min, na sala R-308. 

O grupo de pesquisa Patrimônio Cultural, Memória, Identidade e Desenvolvimento Regional existe desde 2010 e está ancorado na linha de pesquisa Estado, Sociedade e Desenvolvimento no Território do PPGDR/FURB. A coordenação é de responsabilidade da professora doutora Marilda Checcucci, docente titular no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da Furb. 



quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Porto Maravilha: os impactos das obras de revitalização na percepção dos empresários da região

Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional

A Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional [RBDR], de periodicidade quadrimestral, passou a ser editada a partir do outono de 2013 pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional [PPGDR], da Universidade Regional de Blumenau [FURB].



Confira um dos artigos:


Porto Maravilha: os impactos das obras de revitalização na percepção dos empresários da região
Fábio Braun, Marcelo Jasmim Meiriño, Paulo Roberto Oliveira, Sérgio Luis Braga França

Resumo

Este estudo teve como principal objetivo identificar os impactos provenientes das obras de reestruturação que tiveram lugar na região portuária do Rio de Janeiro sobre as empresas locais, tendo como base a percepção dos empresários da respectiva região. Para tanto, buscou-se identificar, entre os diversos fatores, aqueles relatados com maior frequência que poderiam impactar, de alguma forma, as atividades da empresa. Dessa maneira, foram realizadas entrevistas com os empresários locais por intermédio de um roteiro semiestruturado, para posterior análise do conteúdo levantado. A partir da análise das entrevistas realizadas, o cenário revelado pelos resultados indicou que as mudanças ocorridas na região não apenas têm tido influência na demanda dos serviços das empresas pesquisadas, mas também têm impactado os seus respectivos custos operacionais.

Código JEL | L92; O24; R42.


Palavras-chave

Empresários; impactos; reestruturação; região portuária; Rio de Janeiro.


Texto completo:

terça-feira, 8 de agosto de 2017

ITCP/FURB abre novo edital para seleção de estagiários


A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP/FURB), lançou novo edital destinado à seleção de estagiários para atuar no projeto “Fortalecer e ampliar as iniciativas de Economia Solidária no município de Blumenau e região”.

As inscrições acontecem entre 8 e 18 de agosto.

Estão disponíveis vagas para acadêmicos dos cursos de Direito, Administração, Economia, Contabilidade e Engenharia de Produção.

É importante destacar que no momento da inscrição na vaga de estágio é necessário preencher ficha de inscrição (que está junto ao edital), apresentar cópia do histórico escolar e declaração de disponibilidade para trabalhar no período vespertino.

Inscrições devem ser encaminhadas para itcpfurb@gmail.com ou claudia.sfronza@gmail.com

O projeto

O Projeto “Fortalecer e ampliar as iniciativas de Economia Solidária no município de Blumenau e região” tem como objetivo fortalecer e ampliar a Economia Solidária em Blumenau e região permitindo aos trabalhadores de diversos segmentos produtivos, em situação de vulnerabilidade social, uma alternativa de trabalho e de geração de renda, dignos e solidários, mediante a incubação de 14 grupos, totalizando 284 pessoas atendidas diretamente.

A Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP) é um programa de extensão da Universidade Regional de Blumenau (FURB), criado em 1999 para implementar ações alternativas de geração de trabalho e renda na perspectiva da Economia Solidária. A ITCP/FURB vem atuando com uma equipe multiprofissional formada por docente e discentes, visando a socializar o conhecimento da academia junto aos setores excluídos do mundo do trabalho. São desenvolvidas incubações de grupos de artesanato, saúde mental, reciclagem e assessoria à Rede de Economia Solidária do Vale do Itajaí (RESVI) e o Fórum de Economia Solidária de Blumenau (FESB).

Os professores responsáveis pelo projeto são o Prof. Dr. Valmor Schiochet e Prof. Dra Claudia Sombrio Fronza


Fonte: http://www.furb.br

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

[SIGAD] Você Sabia?! Principais indicadores de Brusque

De acordo com dados levantados pelo SIGAD/FURB – Sistema de Informações Gerenciais e de Apoio à Decisão da Universidade Regional de Blumenau, em 2014, Brusque configurava como a nona maior economia do Estado de Santa Catarina com um PIB de R$ 5,4 bilhões. 

Em 2015, o mercado de trabalho formal contava com 48.357 vínculos trabalhistas e um salário médio de R$ 1.978,88, conforme RAIS-MTE.

Veja esses e outros dados na Tabela 1. 

Obs: matéria especial em referência aos 157 anos do município de Brusque, cuja fundação deu-se em 04 de agosto de 1860.

 Fonte: Elaboração projeto SIGAD Furb,  furb.br/sigad


Sai índice de inadimplência e indicador de cesta básica

O projeto de extensão "Cidadania Financeira no Vale do Itajaí", do curso de Ciências Econômicas da FURB, em parceria com a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e com o auxílio de acadêmicos voluntários, realiza mensalmente, em 2017, o cálculo do Índice de Inadimplência e Indicador de Cesta Básica dos municípios de Blumenau, Botuverá, Brusque, Gaspar, Indaial, Pomerode e Timbó.

Em relação ao mês de junho, destaca-se a diminuição da inadimplência nas cidades de Indaial (-1,14%), Timbó (-1,08%) e Gaspar (-0,35%). Já em Blumenau, Botuverá, Brusque e Pomerode houve aumento na inadimplência (ver imagem 1).

Em julho, a cesta básica de Timbó apresentou o valor mais baixo, R$ 320,61, e Pomerode o valor mais alto, R$ 341,00 (ver imagem 2).

Nas imagens 3 e 4, você consegue verificar a variação de preço de cada produto em cada um dos municípios pesquisados.

Acesse o resumo da pesquisa aqui e o relatório completo aqui para uma análise mais aprofundada da inadimplência e cesta básica no Vale do Itajaí. 




Elaboração do projeto de extensão Cidadania Financeira no Vale do Itajaí da Universidade de Blumenau (FURB) 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Dia da Sobrecarga da Terra: o que você pode fazer para ajudar o planeta a sair do “cheque especial”

Atualmente, a humanidade precisa de 1,6 planeta Terra para atender suas demandas
Foto: Jonathan Fields/Flickr/(cc)

O planeta Terra entrou nesta quarta-feira, 2 de agosto, no “cheque especial”. Trata-se do Dia da Sobrecarga da Terra (Overshoot Day), que representa o momento em que a demanda da humanidade por recursos da natureza ultrapassa a capacidade do planeta de se regenerar durante o período de um ano.

Isso acontece, por exemplo, porque a agropecuária, em muitos casos, leva a esgotar o solo e a água ou também porque as demandas de consumo global, a eficiência na produção de bens e o tamanho da população são maiores que a capacidade da natureza de prover recursos e “reciclar” resíduos organicamente. Isso sem mencionar o excesso de gases poluidores que não são absorvidos.

O cálculo do Dia da Sobrecarga da Terra é feito pela Global Footprint Network (GFN), uma organização de pesquisa internacional, que calcula a chamada “pegada ecológica” para medir os impactos do consumo humano sobre os recursos naturais. É uma forma de traduzir, em hectares (ha), a extensão de território que uma pessoa ou toda uma sociedade “utiliza”, em média, para se sustentar. Calculada desde 2000, a data acontece mais cedo a cada ano - em 2016, caiu em 8 de agosto -, com exceções apenas entre 2007 e 2008 (de 30/08 para 01/09) e 2008 e 2009 (de 01/09 para 06/09). No primeiro ano da medição, o esgotamento dos recursos naturais aconteceu em 4 de outubro.

“Atualmente, a humanidade precisa de 1,6 planeta Terra para atender suas demandas. Se não mudarmos nosso comportamento de consumo, a projeção é de que precisaremos de mais de três Terras antes de 2050. Esse é um dos motivos pelos quais precisamos cumprir o Acordo de Paris. Mas, além de cobrar que os governos alcancem as metas de emissões, cada pessoa pode colaborar para diminuir o seu impacto negativo no meio ambiente com pequenas ações cotidianas”, explica Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, ONG que atua há 16 anos pelo consumo consciente.

Mudança de comportamento
O presidente da ONG reforça também que a mudança de comportamento individual pode parecer pouco significativa diante do tamanho do problema, mas é importante que a pessoa perceba que, além de fazer diferença, ela será um exemplo para a família e comunidade, de modo que seus comportamentos vão se multiplicar sem que a pessoa se dê conta. Para a situação mudar, é preciso que as pessoas estejam envolvidas.

Que tal começar a sua contribuição com algumas atitudes dentro de casa? Abaixo, veja as dicas do Instituto Akatu e escolha as que são possíveis no seu cotidiano:

NA COZINHA
- Para evitar que alimentos estraguem, antes das compras no mercado, planeje o cardápio semanal e prepare uma lista. Verifique o que você já tem em casa e compre o necessário.
- Organize, sempre que possível, a geladeira e a despensa, de forma que os alimentos fiquem visíveis. Coloque na frente ou em cima os mais antigos e atrás ou embaixo os mais recentes.
- Para evitar desperdício, utilize os alimentos integralmente: ou seja, inclua sementes, talos, folhas e cascas nas receitas. Essas partes podem ser nutritivas e ricas em fibras. Use os alimentos “feiozinhos” – frutas, legumes e verduras um pouco machucados ou com formato diferente do usual são tão nutritivos quanto os demais.
- Dê preferência a frutas, verduras e legumes da época. Eles são produzidos em condições climáticas “ideais” para o seu crescimento, o que reduz a necessidade de aplicação de agroquímicos, por isso, muitas vezes, menos impactantes para a saúde dos solos e dos recursos hídricos, por exemplo.
- Reduza o consumo de carnes vermelhas, nem que seja por um dia na semana. Todo o processo de produção de carne emite muitos gases de efeito estufa (GEE).
- Ao comprar um eletrodoméstico, procure o selo Procel ou etiqueta do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que indicam os mais econômicos.

NA SALA E NO QUARTO
- Substitua as lâmpadas incandescentes e fluorescentes por lâmpadas de LED. Uma LED dura em média 16 anos, 5 vezes mais que uma lâmpada fluorescente compacta. Apesar de ser mais cara, a LED dura muito mais e consome metade da energia.
- Não deixe a TV ligada à toa. Se todos os brasileiros desligarem uma TV 1 hora por semana, a eletricidade economizada em 1 mês seria suficiente para abastecer o consumo de energia mensal das cidades de Votuporanga e Registro (SP), com seus quase 150 mil habitantes.
- Ao sair de um ambiente, não se esqueça de apagar a luz. É importante ressaltar que esta prática vai além da economia de energia, pois também aumenta a vida útil das lâmpadas.

QUARTO
- Organize bem o seu guarda-roupa e saiba quais peças você tem. Se ficarem entulhadas e “escondidas”, acabam por não ser usadas. Troque, doe ou venda aquelas que você não quer mais.

NO BANHEIRO
- Desligue o chuveiro enquanto se ensaboa ou lava os cabelos. Numa casa, os banhos com chuveiro elétrico são um dos maiores gastos com energia elétrica. Um chuveiro gasta a mesma energia que 54 TVs ligadas ao mesmo tempo. Se cada um dos brasileiros diminuísse em apenas 1 minuto o seu tempo diário de banho no chuveiro elétrico, a energia economizada em um ano equivaleria a mais de 10 dias de operação da usina de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do Brasil, em sua geração máxima.

ÁREA DE SERVIÇO
-Acumule o máximo de peças possível para usar a máquina de lavar e passar. Isso ajuda a economizar energia e água.
-Se possível, pendure em cabides as camisetas, camisas e blusas para que elas sequem e desamassem naturalmente. Dependendo do tipo de tecido, a peça pode até dispensar o ferro de passar e ir direto ao guarda-roupa.

NA GARAGEM
- Sempre que possível, evite o uso do transporte privado individual. Prefira o transporte público, a bicicleta ou uma caminhada, pelo menos em alguns trechos; se precisar mesmo pegar o carro, procure coordenar caminhos para dar ou pegar carona e otimizar o uso do veículo.


Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org

Nas Américas, apenas 4% das pessoas com hepatite C recebem tratamento


Clínica em Manaus promove ações de prevenção de hepatite. Foto: OPAS
Nas Américas, 2,8 milhões de pessoas apresentam infecção crônica pelo vírus da hepatite B e 7,2 milhões, pela hepatite C. Quando considerados os indivíduos que vivem com esse último tipo da doença, três em cada quatro desconhecem ter a patologia. Ambas as hepatites causam cerca de 125 mil mortes por ano, tirando mais vidas que a tuberculose e o HIV. Dados foram divulgados em julho (28) pela Organização Pan-Americana da Saúde (OMS).

A agência da ONU elogiou o compromisso dos países americanos para combater a doença, mas chamou atenção para os desafios persistentes na área de diagnóstico.

“É uma epidemia silenciosa, pois muitas pessoas que têm a doença não apresentam sintomas até que o fígado esteja danificado. Por isso, devem-se redobrar esforços para alcançar a meta de eliminar as hepatites como problema de saúde pública até 2030 na região”, apontou o chefe da Unidade de HIV, Hepatite, Tuberculose e Infeções Sexualmente Transmissíveis da OPAS, Massimo Ghidinelli.

Conquistas

Segundo um estudo da OPAS realizado em maio deste ano, ao menos 21 dos 25 países pesquisados criaram estruturas dentro dos seus Ministérios da Saúde que abordam a implementação de medidas de resposta à hepatite.

A região das Américas também tem empreendido esforços para ampliar a vacinação contra a hepatite B: todos os países vacinam crianças menores de um ano contra a doença, e já são 22 os que aplicam essa vacina nas primeiras 24 horas após o nascimento, tal como recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Além disso, em 24 de 31 nações avaliadas, há iniciativas de monitoramento sistemático de hepatites entre mulheres grávidas. A hepatite B pode ser transmitida de mãe para filho no momento do parto, bem como de outras formas. A vacinação em todos os recém-nascidos pode prevenir a infecção em 95% dos casos, além de proteger as futuras gerações de contraírem essa infecção ao longo suas vidas.

Acesse ao tratamento

Apesar dessas conquistas, das 7,2 milhões de pessoas que vivem com hepatite C crônica nas Américas, apenas 300 mil recebem tratamento, ou seja, em torno de 4% do total.

A OPAS lembra que novas terapias para enfrentar a doença já estão disponíveis — e têm o potencial de curar mais de 90% dos indivíduos infectados com o tipo C da patologia, além de reduzir os riscos de morte de câncer de fígado ou cirrose. Todavia, apenas 18 países financiam esses tratamentos, de acordo com um levantamento publicado em janeiro desse ano pela OPAS.

Em fevereiro, o Fundo Estratégico da OPAS incorporou medicamentos de alto custo para o tratamento da hepatite C com preços acessíveis. Com isso, os países das Américas podem ter acesso às alternativas terapêuticas mais eficazes para enfrentar esse tipo de hepatite. O Fundo Estratégico é um mecanismo solidário de compras conjuntas de medicamentos essenciais e suprimentos de saúde estratégicos para os Estados-membros do organismo regional.

Em 2015, os ministros da Saúde das Américas definiram uma série de medidas para prevenir e controlar as hepatites virais. As orientações foram incorporadas ao Plano Regional da OPAS para as Hepatites Virais 2015-2019, com destaque para os tipos B e C da infecção.

Entre outras ações, o plano propõe que os países desenvolvam planos nacionais; estendam a vacinação contra a hepatite B para todas as crianças menores de um ano e grupos populacionais de alto risco e vulneráveis; realizem campanhas de informação; e busquem opções para ampliar o acesso aos medicamentos.


Fonte: https://nacoesunidas.org

terça-feira, 1 de agosto de 2017

A contribuição da infraestrutura de transporte de Goiás para o desenvolvimento brasileiro

Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional


A Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional [RBDR], de periodicidade quadrimestral, passou a ser editada a partir do outono de 2013 pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional [PPGDR], da Universidade Regional de Blumenau [FURB].

Confira um dos artigos:


A contribuição da infraestrutura de transporte de Goiás para o desenvolvimento brasileiro

Vera Lúcia Francisco Dias Martins, Kerima Martins Parreira, Jeferson de Castro Vieira

Resumo

Neste artigo é analisada a efetividade dos programas de investimento em infraestrutura de transporte do Estado de Goiás que, devido à localização geográfica, tende a impactar diretamente no desenvolvimento socioeconômico do país. Em especial, são destacados os planejamentos em investimentos na infraestrutura rodoviária, aérea e ferroviária durante o período de 2006 a 2014. Os dados foram coletados junto ao Portal da Transparência do Estado de Goiás, à Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás, ao Portal Brasil – Programa de Investimento em Logística, e ao Instituto Mauro Borges. Entre seus mais importantes resultados, o artigo mostra a existência de falhas na capacidade de execução orçamentária, que vêm comprometendo o aumento de investimentos em infraestrutura logística, com reflexos inequívocos sobre o desenvolvimento nacional.

Código JEL | O18; P25; R42.


Palavras-chave

Desenvolvimento regional; Goiás; infraestrutura de transporte; investimentos.

Texto completo:

Unicef e OMS: apenas 40% dos bebês até 6 meses têm amamentação exclusiva


A Semana Mundial da Amamentação começou nesta terça-feira e segundo o Fundo das Nações Unidas para Infância, Unicef, e a Organização Mundial da Saúde, OMS, nenhum país no mundo atende plenamente os padrões recomendados para o aleitamento materno.

O relatório das agências da ONU foi feito em colaboração com Coletivo Global da Amamentação, uma iniciativa para aumentar os índices mundiais da prática. 

Benefícios

O documento avaliou 194 países e descobriu que apenas 40% das crianças com menos de seis meses são alimentadas apenas com o leite materno. E somente 23 nações têm índices de amamentação exclusiva acima dos 60%. Entre eles estão três países de língua portuguesa: Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Dados mostram que a amamentação tem benefícios cognitivos e de saúde tanto para os bebês quanto para as mães. Segundo o Unicef e a OMS, a prática é especialmente fundamental durante os primeiros seis meses de vida, ajudando a prevenir a diarreia e pneumonia, duas grandes causas de mortes entre crianças pequenas.

As mães que amamentam também têm um risco reduzido de câncer de ovário e de mama, duas das principais causas de morte feminina.

O chefe ds OMS, Tedros Ghebreyesus, lembrou que o leite materno funciona como a "primeira vacina do bebê", protegendo de doenças mortais e dando a eles todos os alimentos que precisam para "sobreviver e prosperar".

Investimento

Uma nova análise divulgada nesta terça-feira mostra que é necessário um investimento anual de apenas US$ 4,7 para cada recém-nascido para aumentar para 50% até 2025 a taxa global de aleitamento exclusivo entre bebês com menos de seis meses.

O documento sugere que chegar a esta meta pode salvar as vidas de 520 mil crianças com menos de cinco ano e gerar ganhos econômicos de US$ 300 bilhões em 10 anos, como resultado de menos doenças e custos de serviços de saúde e aumento de produtividade.

O chefe do Unicef, Anthony Lake, ressaltou que a amamentação é um dos investimentos mais eficazes que os países podem fazer "na saúde de seus membros mais jovens e na futura saúde de suas economias e sociedades".

Em todo o mundo, o investimento na amamentação é muito baixo, segundo as agências da ONU. A cada ano, governos de países de rendas baixa e média gastam cerca de US$ 250 milhões em programas de aleitamento e doadores fornecem US$ 85 milhões adicionais.

Medidas

Entre outras medidas, o Coletivo Global da Amamentação, liderado pelo Unicef e pela OMS, está pedindo aos países que aumentem o financiamento para elevar as taxas de aleitamento materno desde o nascimento até dois anos.

Outras ações incluem promover a licença familiar paga e as políticas de amamentação no local de trabalho e a plena implementação do Código Internacional de marketing para substitutos do leite materno e outras resoluções da Assembleia Mundial da Saúde relevantes ao tema.

O fortalecimento de sistemas de monitoramento que acompanhem o progresso de políticas, programas e financiamento para alcançar metas nacionais e globais de amamentação também está entre as medidas sugeridas.

As agências ressaltam que o aleitamento materno é essencial para o alcance de muitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs, citando metas relacionadas à nutrição, redução da mortalidade materna e educação, entre outras.


Fonte: http://www.portalodm.com.br