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O PPGDR - Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da FURB apresenta o seu Observatório do Desenvolvimento Regional da região de Blumenau. Este Programa de Extensão da Universidade Regional de Blumenau congrega vários projetos voltados à aprofundar e disseminar o conhecimento da realidade regional, local, nacional e globalmente contextualizada, socializando a produção científica do PPGDR e conhecimentos relevantes sobre Desenvolvimento Regional.
sábado, 20 de outubro de 2012
Newsletter Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
O Foco da Agenda Pós-2015 - José Eli da Veiga
Valor Econômico – 16/10/2012
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O foco da Agenda Pós-2015
Por José Eli da Veiga
A promoção de políticas que reduzam as desigualdades precisa ser o foco da Agenda pós-2015 da ONU, que terá imenso alcance histórico se realmente promover a metamorfose dos precários Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A erradicação da pobreza, foco dos atuais ODM, não garante redução de desigualdades, pois tudo depende da concomitante evolução dos padrões de vida das camadas sociais que já não eram pobres. Minimizar o número de pobres não impede que a desigualdade de renda até aumente se forem superiores os saltos dos demais estratos de renda. Além disso, mesmo a redução de algumas desigualdades pode ser anulada pelo aumento de outras.
Quando se procura a resultante distributiva das recentes conquistas no âmbito da redução da pobreza, o começo da resposta é a confirmação de que a ascensão econômica dos Brics reduziu bastante a disparidade entre os níveis de vida de suas populações em relação às do Norte. No início dos anos 1990, alemães ou franceses eram 20 vezes mais ricos que os chineses ou indianos. Hoje esse hiato não chega a dez vezes. Em decorrência, também houve formidável redução da distância entre as faixas populacionais extremas. Isto é, entre os 10% mais ricos e os 10% mais pobres do mundo. Ela diminuiu tanto quanto havia aumentado desde 1900!
"FOCO DOS OBJETIVOS EM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL PRECISA SER EM POLÍTICAS QUE REDUZAM DESIGUALDADES"
Poderia parecer, então, que uma inédita reviravolta na história da desigualdade de renda mundial teria ocorrido nas últimas décadas. Infelizmente foi o inverso devido à impiedosa reconcentração de renda no interior da maioria dos países. Com raríssimas exceções - entre as quais a do Brasil - nos últimos dois ou três decênios houve uma escalada das desigualdades domésticas, após os longos períodos de estabilidade que seguiram as saudosas quedas de meados do século passado.
Entre 1989 e 2006 passou de 40 para 60 vezes o hiato entre os níveis de vida dos 15 países mais ricos e dos 15 mais pobres. Houve uma estagnação e até recuo dos níveis de vida na maioria dos países pobres, especialmente nos da África, enquanto a cada ano eles subiam 8% na China e 4% na Índia.
Em tais circunstâncias, é preciso antes de tudo priorizar a drástica elevação da chamada Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD), que corresponde às transferências governamentais a título de cooperação ou assistência dos países do Norte aos mais pobres do Sul. Esse tem sido o maior esquema de redistribuição no âmbito internacional desde o final dos anos 1940. Por mais que tenham aumentado as transferências filantrópicas de fundações de direito privado, elas não passam de 10% da APD.
A recomendação de que os países ricos consagrassem ao menos 0,7% de sua renda a tão crucial instrumento para a redução das desigualdades globais já havia sido feita pela Comissão Pearson, tendo como base o balanço do período 1948-68. Todavia, os desembolsos sempre foram bem inferiores. Giraram em torno de metade dessa meta, graças ao alto desempenho de nações como Suécia, Noruega, Dinamarca, Holanda e Luxemburgo, para as quais essa proporção frequentemente supera 1%. No extremo oposto, ela nem costuma chegar a reles 0,2% nos Estados Unidos e no Japão.
Mas a APD começou a se recuperar no início deste século graças justamente à mobilização das Nações Unidas pelos ODM, o que permitiu que voltasse ao nível mais frequente de 0,35%, depois de ter despencado com o fim da Guerra Fria, quando desbotaram boa parte de seus atrativos geopolíticos.
Por isso, o debate sobre a formulação dos ODS no contexto da Agenda Pós-2015 deve dar prioridade não apenas a tornar rapidamente efetivos os 0,7% de APD propostos pela Comissão Pearson, mas também introduzir novos mecanismos redistributivos baseados principalmente em taxas sobre as transações internacionais que tenham impactos ambientais negativos.
O problema é que isso só será possível se houver consenso entre os participantes dessas negociações multilaterais de que o crescimento econômico gera muito menos benefícios na ausência de prévia e concomitante redução das desigualdades materiais. Infelizmente permanece muito mais comum a suposição concorrente: que o crescimento econômico substitui a redução de desigualdades de renda, pois enquanto há crescimento há esperança, permitindo que grandes diferenciais de poder de compra sejam toleráveis.
Nada poderá ser mais útil, portanto, do que garantir que eles fiquem sabendo que os países do Norte com menos desigualdade são os que sistematicamente mostram melhor desempenho em ao menos uma dúzia de dimensões cruciais do desenvolvimento. Em ordem alfabética: coesão social, dependências químicas, doenças mentais, educação, encarceramentos, longevidade, mobilidade social, obesidade, partos de adolescentes, saúde, vida comunitária e violência.
Também será fundamental avisar os negociadores dos ODS de que é nas sociedades avançadas menos desiguais que ocorrem os mínimos de consumismo, os máximos de reciclagem e - muito a propósito - todos os recordes de APD.
José Eli da Veiga, professor dos programas de pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP (IRI/USP) e do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), escreve mensalmente às terças-feiras. Página web: www.zeeli.pro.br
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
17 de outubro: Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza
“Temos motivos para comemorar o progresso na erradicação da pobreza extrema, mas temos que continuar", diz Helen Clark.
SEGUNDO A ONU, 870 MILHÕES DE PESSOAS AINDA PASSAM FOME NO MUNDO. FOTO: UBIRAJARA MACHADO/MDS
A pobreza extrema:
-Destrói a vida e o espirito de pessoas
-É mais culpada pela morte de crianças, jovens e adultos que qualquer guerra.
-Todos os dias, pessoas vivendo nesta situação encaram o desafio e a ameaça da falta de comida, de abrigo e de acesso a serviços essenciais.
17 Outubro 2012
do PNUD
Este ano, o Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza tem o objetivo de sensibilizar pessoas no mundo inteiro para um fato: o de que a pobreza é uma forma de violência. Por este motivo, convidamos todos a unir esforços para que possamos lutar contra a violência da pobreza extrema, promovendo o empoderamento das pessoas e construindo a paz.
Veja a seguir a Declaração da Administradora da PNUD, Helen Clark, sobre Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza:
"O Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza oferece uma oportunidade para refletirmos sobre nosso progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
O relatório de acompanhamento dos ODM mais recente indica que a meta de reduzir pela metade o número de pessoas vivendo com uma renda domiciliar inferior de US$1,25 por dia foi atingido em 2010. Desde 1990, centenas de milhões de pessoas não vivem mais em uma situação de extrema pobreza, e por isso eles têm a oportunidade de viver vidas melhores.
As metas de expansão do acesso a fontes de água potável e de melhora significativa das vidas de pelo menos 100 milhões de moradores de comunidades miseráveis também foram atingidas. Além disso, na última década, a taxa de mortes por causa de malária diminuiu em mais de um terço e muitos países já estão próximos de alcançar a paridade em matrículas de ensino básico entre meninos e meninas.
Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio criaram uma agenda global que une países e povos do mundo inteiro. As metas são claras, mensuráveis e limitadas pelo tempo e, por isso, conseguem promover ação focada nos indicadores mais básicos do desenvolvimento humano sustentável.
Contudo, mais esforço é necessário para sustentar esses ganhos e alcançar as pessoas que ainda não foram tocadas pelo progresso. Disparidades dentro e entre países permanecem marcantes. Instituições sobrecarregadas e mal equipadas, setores agrícolas negligenciados, falta de serviços de saneamento e de acesso a energia, desnutrição crônica e discriminação contra mulheres e meninas permanecem barreiras para o progresso em muitos países.
As experiências dos países que estão se esforçando para alcançar os ODM fornecem informações vitais para que todos possam continuar avançando nestas áreas mesmo depois de 2015. Nossa experiência nos ensina que apropriação e liderança nacional são essenciais para sucesso. Sabemos que a igualdade de gênero, a melhoria da saúde e do acesso a energia podem estimular progresso em todos os ODM. Sabemos que formar parceiras funciona e que investimentos direcionados podem trazer melhorias rápidas. Sabemos que políticas eficazes, feitas com base no que já funciona bem, podem trazer mudanças dramáticas. E nós sabemos que em nosso mundo, cada vez mais interdependente e volátil , o desenvolvimento só será bem-sucedido e duradouro se for sustentável.
Hoje sim, nós temos motivos para comemorar o progresso já feito pela erradicação da pobreza extrema, mas temos que continuar a trabalhar juntos até sua erradicação completa. Espero que a agenda de desenvolvimento global pós- 2015 reflita este nível de ambição."
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
FAO espera que em 2015 número de pessoas com fome caia pela metade
Número de pessoas com fome no mundo foi reduzido em 132 milhões desde 1990 (©FAO/Olivier Asselin photo-library@fao.org)
Agência Lusa - A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) confia que em 2015 se possa alcançar o Objetivo do Desenvolvimento do Milênio que prevê reduzir para metade o número de pessoas com fome.
Segundo explicou hoje o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, alcançaram-se importantes avanços nesta área, já que foi reduzido em 132 milhões o número de pessoas com fome desde 1990 no mundo.
Segurança alimentar
Nos países em desenvolvimento, a população com fome passou de 23,2% para 14,9%. O diretor-geral admitiu em comunicado que existem cerca de 870 milhões de pessoas que passam fome, um número que aumentou principalmente na África e no Oriente Médio.
"O progresso na redução da fome parou desde 2007", advertiu depois da sessão inaugural da reunião da Segurança Alimentar Mundial (SAM).
O responsável da FAO definiu o Comitê de Segurança Alimentar Mundial como a "pedra angular da nova administração global que estamos construindo juntos" e instou os integrantes da SAM a trabalharem juntos pelo desenvolvimento do investimento agrícola "responsável".
Fome Zero
Durante a reunião, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez um apelo à ação através de um vídeo em que pediu aos participantes a "eliminação da fome".
Nesse sentido, Graziano da Silva acrescentou: "À medida que renovamos e incrementamos o nosso compromisso de alcançar o Objetivo do Desenvolvimento do Milênio de redução da fome, procuramos ir mais além, até sua total erradicação, já que, quando se trata da fome, o único número aceitável é o zero".
O objetivo do "Desafio Fome Zero" inclui a procura da sustentabilidade de todos os sistemas alimentares, o aumento das oportunidades para os pequenos agricultores, a redução das perdas de alimentos, um maior acesso aos alimentos e o fim da desnutrição no mundo.
Nesse sentido, Graziano da Silva acrescentou: "À medida que renovamos e incrementamos o nosso compromisso de alcançar o Objetivo do Desenvolvimento do Milênio de redução da fome, procuramos ir mais além, até sua total erradicação, já que, quando se trata da fome, o único número aceitável é o zero".
O objetivo do "Desafio Fome Zero" inclui a procura da sustentabilidade de todos os sistemas alimentares, o aumento das oportunidades para os pequenos agricultores, a redução das perdas de alimentos, um maior acesso aos alimentos e o fim da desnutrição no mundo.
- Direitos autorais: Creative Commons - CC BY 3.0
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Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2012/10/fao-espera-que-em-2015-o-numero-de-pessoas-com-fome-baixe-para-metade
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Boletim Informativo ODM Agosto/Setembro
O Observatório do Desenvolvimento Regional do PPGDR-FURB disponibiliza a versão Agosto/Setembro do Boletim 8 Jeitos de Mudar o Mundo, publicado mensalmente pelo Movimento Nós Podemos Santa Catarina.
Nesta versão o um conjunto de matérias sobre o ODM5 - Melhorar a Saúde das Gestantes está em destaque.
Nesta versão o um conjunto de matérias sobre o ODM5 - Melhorar a Saúde das Gestantes está em destaque.
Para acessar a íntegra desta publicação e ler confortavelmente basta clicar na figura acima.
O Observatório do Desenvolvimento Regional estará mensalmente disponibilizando esta publicação e outras informações sobre os ODM em SC, no Brasil e no mundo.
Desenvolvimento é o Nosso Tema. Acompanhe!
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